Cotidiano
Exigência de gradis móveis e postos de saúde dentro dos circuitos faz parte do plano para evitar pisoteamentos, arrastões e feridos graves
Mais do que uma festa, o Carnaval de São Paulo tornou-se o maior teste de gestão de crises da capital / Divulgação/PMSP
Continua depois da publicidade
O Carnaval de rua em São Paulo atingiu proporções gigantescas, e com elas, o risco de incidentes graves. Após episódios de superlotação e tumultos em edições passadas, a Prefeitura de São Paulo decidiu: a festa agora só acontece com regras rígidas de segurança. O foco principal? Evitar o esmagamento e garantir que ninguém fique sem socorro médico.
Se você vir gradis de metal sendo movimentados pela Polícia Militar durante o desfile, saiba que isso faz parte de uma estratégia vital. O coronel Carlos Henrique Lucena explica que esses equipamentos são a chave para as técnicas de descompressão.
Continua depois da publicidade
Diferente de cercas fixas, os gradis móveis permitem:
Alargar o fluxo: Abrir espaço rapidamente quando a pressão da multidão aumenta.
Continua depois da publicidade
Rotas de fuga: Criar corredores de evacuação instantâneos em caso de briga ou pânico.
Controle de densidade: Redistribuir o público para evitar pisoteamentos, um dos maiores temores da gestão pública.
Uma das maiores queixas de anos anteriores era a dificuldade de ambulâncias atravessarem a massa de foliões. Em 2026, a regra mudou: os postos de saúde agora funcionam dentro do perímetro dos megablocos.
Continua depois da publicidade
Essa medida garante resposta rápida para casos de desidratação, quedas ou crises graves, eliminando o tempo perdido em deslocamentos longos. Segundo a prefeitura, essa estrutura foi essencial para manter o balanço de feridos graves em zero nas operações recentes na região da Consolação.
O endurecimento das normas é uma resposta direta a falhas históricas. Agora, para um bloco ganhar a rua, o organizador precisa apresentar um dossiê que inclui:
Plano de evacuação detalhado;
Continua depois da publicidade
Controle rigoroso de acesso;
Estrutura médica compatível com o público esperado.
Mais do que uma festa, o Carnaval de São Paulo tornou-se o maior teste de gestão de crises da capital. As táticas de segurança e saúde aplicadas aqui devem servir de modelo para grandes shows e festivais que ocorrerão ao longo do ano. A mensagem da prefeitura é clara: é possível celebrar, desde que a prevenção venha antes da música.
Continua depois da publicidade