Cotidiano

Vai para o megabloco? Entenda como os novos corredores de fuga podem salvar você em um tumulto

Exigência de gradis móveis e postos de saúde dentro dos circuitos faz parte do plano para evitar pisoteamentos, arrastões e feridos graves

Ana Clara Durazzo

Publicado em 11/02/2026 às 13:10

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Mais do que uma festa, o Carnaval de São Paulo tornou-se o maior teste de gestão de crises da capital / Divulgação/PMSP

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O Carnaval de rua em São Paulo atingiu proporções gigantescas, e com elas, o risco de incidentes graves. Após episódios de superlotação e tumultos em edições passadas, a Prefeitura de São Paulo decidiu: a festa agora só acontece com regras rígidas de segurança. O foco principal? Evitar o esmagamento e garantir que ninguém fique sem socorro médico.

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A Técnica da 'Descompressão': O que são os gradis móveis?

Se você vir gradis de metal sendo movimentados pela Polícia Militar durante o desfile, saiba que isso faz parte de uma estratégia vital. O coronel Carlos Henrique Lucena explica que esses equipamentos são a chave para as técnicas de descompressão.

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Diferente de cercas fixas, os gradis móveis permitem:

  • Alargar o fluxo: Abrir espaço rapidamente quando a pressão da multidão aumenta.

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  • Rotas de fuga: Criar corredores de evacuação instantâneos em caso de briga ou pânico.

  • Controle de densidade: Redistribuir o público para evitar pisoteamentos, um dos maiores temores da gestão pública.

Após episódios de superlotação e tumultos em edições passadas, a Prefeitura de São Paulo decidiu: a festa agora só acontece com regras rígidas de segurança. Rovena Rosa/Agência Brasil
Após episódios de superlotação e tumultos em edições passadas, a Prefeitura de São Paulo decidiu: a festa agora só acontece com regras rígidas de segurança. Rovena Rosa/Agência Brasil
Após episódios de superlotação e tumultos em edições passadas, a Prefeitura de São Paulo decidiu: a festa agora só acontece com regras rígidas de segurança. ImageFX
Após episódios de superlotação e tumultos em edições passadas, a Prefeitura de São Paulo decidiu: a festa agora só acontece com regras rígidas de segurança. ImageFX
Após episódios de superlotação e tumultos em edições passadas, a Prefeitura de São Paulo decidiu: a festa agora só acontece com regras rígidas de segurança. Divulgação/PMSP
Após episódios de superlotação e tumultos em edições passadas, a Prefeitura de São Paulo decidiu: a festa agora só acontece com regras rígidas de segurança. Divulgação/PMSP
Após episódios de superlotação e tumultos em edições passadas, a Prefeitura de São Paulo decidiu: a festa agora só acontece com regras rígidas de segurança. ImageFX
Após episódios de superlotação e tumultos em edições passadas, a Prefeitura de São Paulo decidiu: a festa agora só acontece com regras rígidas de segurança. ImageFX

Socorro Médico no 'Coração' da Festa

Uma das maiores queixas de anos anteriores era a dificuldade de ambulâncias atravessarem a massa de foliões. Em 2026, a regra mudou: os postos de saúde agora funcionam dentro do perímetro dos megablocos.

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Essa medida garante resposta rápida para casos de desidratação, quedas ou crises graves, eliminando o tempo perdido em deslocamentos longos. Segundo a prefeitura, essa estrutura foi essencial para manter o balanço de feridos graves em zero nas operações recentes na região da Consolação.

O Fim do 'Bloco de Qualquer Jeito'

O endurecimento das normas é uma resposta direta a falhas históricas. Agora, para um bloco ganhar a rua, o organizador precisa apresentar um dossiê que inclui:

  1. Plano de evacuação detalhado;

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  2. Controle rigoroso de acesso;

  3. Estrutura médica compatível com o público esperado.

O Carnaval como Laboratório de Gestão

Mais do que uma festa, o Carnaval de São Paulo tornou-se o maior teste de gestão de crises da capital. As táticas de segurança e saúde aplicadas aqui devem servir de modelo para grandes shows e festivais que ocorrerão ao longo do ano. A mensagem da prefeitura é clara: é possível celebrar, desde que a prevenção venha antes da música.

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