UTIs: Leitos de Covid-19 em Guarujá chegam a 81,5% de ocupação

Na rede privada já não há mais vagas dedicadas a pacientes com o coronavírus e autoridades da saúde no município afirmam que hospital de campanha começa a funcionar até terça-feira (5)

Referência na Baixada Santista no combate à pandemia de Covid-19, o município de Guarujá já começa a encarar um cenário de lotação quando se tratam de vagas de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) específicos para pacientes contaminados com o novo coronavírus. Atualmente, a rede pública conta com uma taxa de ocupação de 63% e a rede privada já não possui mais vagas específicas, está 100% lotada.

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Os dados foram revelados ao Diário do Litoral no começo da tarde desta quinta-feira (30) pelo secretário de saúde de Guarujá Victor Hugo Straub Canasiro.

“Hoje, nós já estamos com uma ocupação, só para covid-19, incluindo Hospital Santo Amaro, Pam da Rodoviária e outras unidades está em torno 63%. A rede privada aqui no município tem dois hospitais, o Hospital Don Domênico e o Hospital Guarujá que atende apenas particular e convênio. O particular já não tem mais UTIs, mas falta entregar o nosso hospital de campanha”, afirma o secretário.

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Ele explica que ainda são necessários alguns testes, mas acredita que todas as vagas no hospital de campanha já estarão disponíveis até terça-feira (5).

“Nós já estamos nos ajustes finais testando a capacidade da rede de oxigênio e ar comprimido e também dos geradores. A Elektro, que é a nossa fornecedora de energia, capacitou melhor a Base Aérea, porém nós temos que contar com imprevistos e só podemos começar as atividades após garantir a segurança de todos os pacientes, então nossos geradores estão capacitados, mas precisam ser testados e não podemos fazer isso com pacientes aqui e os leitos ocupados”.

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O Hospital de Campanha terá 20 leitos de UTI totalmente equipados e 50 leitos clínicos.

Quanto ao fato de que há moradores de Guarujá internados com o novo coronavírus em outras cidades, como Santos, o secretário afirmou que não existe qualquer tipo de diretriz que afirme que os pacientes são obrigados a procurar atendimento em algum município em específico e diz que, assim como as outras cidades, Guarujá também está atendendo pessoas de toda a Baixada Santista.

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“Guarujá mesmo, hoje, temos quatro pacientes de outras cidades que estavam aqui na cidade quando precisaram de atendimento e ocupam nossos leitos. Duas são gestantes, estavam por aqui, ganharam neném e ficaram aqui. O outro caso é de uma senhora de 72 anos que teve um AVC enquanto estava no Guarujá, ela é de Santos, mas está aqui e internada no Santo Amaro e o outro é um paciente que faz tratamento oncológico, esteve aqui, passou mal e também está no Santo Amaro, mas essas pessoas não vieram para e se internaram aqui porque é um atendimento de referência, não, as pessoas estavam aqui passaram mal e vão ser tratadas aqui. Não vamos jamais negar atendimento. Há três moradores de Guarujá que estão sendo atendidos em Santos, mas são exatamente isso: casos de pessoas que visitavam a cidade e precisaram de atendimento médico”, conclui.