Usuários do transporte coletivo dizem que qualidade está aquém do ideal

Cerca de 135 mil pessoas, 55% da população de Praia Grande, utilizam o transporte coletivo

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11 MAR 201322h28

O número foi constatado em pesquisa realizada pela Prefeitura para conhecer o perfil dos usuários e as deficiências do sistema aplicado na Cidade. Segundo o secretário de Trânsito e Transportes (Setransp), Antonio Freire de Carvalho Filho, a pesquisa foi realizada em 2005. O último levantamento foi feito há dez anos. “De dez anos para cá, a população cresceu bastante. Então, através da pesquisa podemos rever os itinerários para melhor atender os usuários”.

Com base nas informações colhidas, além das alterações em itinerários e pontos de ônibus, a Setransp está trabalhando na construção de três estações de transbordo nos bairros Quietude, Trevo e Antártica que são os mais populosos, segundo a secretaria, e concentra o maior número de usuários. Freire disse ainda que os terminais rodoviários também estão sendo modernizados.

Foram ouvidas 57.759 pessoas. A pesquisa foi direcionada para a origem e o destino dos passageiros, a renda média, a escolaridade e a atividade profissional. Conforme constatou o estudo, 40.420 viagens diárias têm como destino outras cidades da Baixada Santista. Só para Santos são 25.959 viagens — onde a maioria dos passageiros trabalha ou estuda —, São Vicente (8.775), Cubatão (1.285), Mongaguá (1.211), Guarujá (502), Bertioga (188), Itanhaém (184) e Peruíbe (137).

Os 2.180 destinos restantes se referem à viagens fora da Região Metropolitana. Do total de usuários, 36% pegam ônibus todos os dias, 19% até três vezes por semana, e 38% se deslocam para o trabalho, escola ou faculdade, por meio de coletivos. Contudo, para os usuários a qualidade do transporte ainda está aquém do ideal. “O prefeito deveria colocar mais ônibus nas linhas porque a gente fica esperando muito no ponto.

Demora, às vezes, até 50 minutos”, afirmou a pensionista, Elizabeth Batista Costa. Freire explicou que a estruturação do sistema viário em alguns pontos da Cidade pode estar causando os atrasos, principalmente nos horários de pico, mas salientou que a Setransp fiscaliza a frequência e os horários das linhas.

O valor da tarifa das linhas municipais é considerada alta pelo usuários. “Eu acho a passagem de R$ 2 cara pelo percurso e pela qualidade do transporte que é péssima. Os ônibus são velhos, alguns foram apenas reformados, pegamos ônibus lotados e os motoristas são brutos. O mesmo acontece com as linhas intermunicipais”, disse a universitária, Gisele Gonçalves Soares.

O valor da tarifa foi reajustado em junho do ano passado. O secretário reconhece que a tarifa é alta e justificou que o que encarece são os insumos e os impostos sobre os combustíveis entre outras despesas da concessionária, que acabam sendo repassados para o preço final da tarifa.