Usuários de Itanhaém reclamam de reajuste nos ônibus

Condução subiu para R$ 3,50 e moradores dizem que serviço é precário.

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15 DEZ 2019Por Nayara Martins07h16
Reajuste gerou reclamação de usuários sobre limpeza e outras condições em Itanhaém.Foto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

Moradores de Itanhaém reclamam do reajuste de 16,66% na tarifa de ônibus urbanos que passou de R$ 3,00 para R$ 3,50, no último sábado (7). Diversas pessoas também criticaram o serviço prestado pela empresa Litoral Sul no município, como a falta de veículos, atrasos nos horários, além de sujeira e das precárias condições dos veículos.

A reportagem do Diário do Litoral esteve nos pontos de ônibus localizados na Avenida Condessa de Vimieiros, nos dois sentidos, no centro de Itanhaém, para ouvir os usuários.

O vigilante Carlos Eduardo Pereira, morador no Jardim Corumbá, estava há mais de 20 minutos esperando o ônibus. "Apesar de a empresa já atuar há muito tempo no município, tem muitas falhas e a prefeitura também não fiscaliza o serviço", desabafou. Segundo ele, os ônibus estão sempre sujos, não possuem Wi-fi, ar-condicionado e atendem de forma precária as pessoas com deficiência.

A vendedora ambulante Jaqueline Bruna Carmo, moradora no Jardim Oásis, também estava bastante revoltada, já que precisa pegar condução todos os dias. "A empresa não tem respeito pela população. O aumento da tarifa no último sábado (7) pegou todos de surpresa, sem avisar. Não vou mais pegar ônibus, prefiro ir a pé para casa", salienta.

"Antes de reajustar, a empresa deveria oferecer um serviço melhor aos usuários". A afirmação é da aposentada Maria Angélica Borsatto, moradora no bairro Savoy, que reclamou de sujeira e dos ônibus lotados na linha do Cabuçu. "Nos finais de semana, os horários dos veículos são mais demorados e passam somente de hora em hora".

O aposentado Abdias Rodrigo de Jesus, morador no bairro Vila Loty, também já estava no ponto há cerca de duas horas. "Apesar de não pagarmos a passagem, acho que a linha Loty deveria ter mais horários para atender melhor os moradores".

Outras reclamações feitas pelos usuários são referentes ao atraso nas linhas do Gaivota via pista e Gaivota via Cibratel e, ainda, à falta de aviso do valor da nova tarifa na parte da frente dos veículos.

OUTRO LADO

O encarregado Marlon Leonardo de Queiroz, da empresa Litoral Sul, afirmou que o último reajuste na tarifa do transporte urbano feito pela empresa ocorreu em 10 de janeiro de 2015. O reajuste, no último dia 7, foi de 16,66%, segundo a empresa, conforme o índice da inflação entre janeiro de 2015 a novembro de 2019.

Conforme Queiroz, assim que a empresa recebeu a autorização por meio do decreto municipal nº 3.801, de 5 de dezembro, na manhã do dia 6, foram colocados os avisos nos ônibus que já estavam circulando nas ruas.

Ele diz que os ônibus são lavados todos os dias e saem da garagem limpos, mas devido às condições de algumas ruas e onde não há asfalto, os ônibus acumulam sujeira.

Já quanto ao sinal de Wi-fi, a empresa diz que tem contrato com uma operadora que presta o serviço e há revisão nos aparelhos, mas que em determinados locais perde o sinal da operadora. Sobre o ar-condicionado, segundo a empresa, não está previsto no contrato com a prefeitura.

Ainda sobre o atendimento às pessoas com deficiência, o encarregado explica que são realizados treinamentos periódicos com os colaboradores e que a empresa busca melhorar o atendimento aos usuários por meio de treinamentos e reuniões.

Quanto aos atrasos nos horários das linhas Cabuçu, Vila Loty e Gaivota, segundo o encarregado, os horários estão no site da empresa e que todos os veículos têm aparelhos GPS. E que não recebeu nenhuma notificação sobre os atrasos. Para reclamações e sugestões a empresa Litoral Sul possui o telefone 0800-777-1226.

Já a prefeitura de Itanhaém esclareceu que o processo licitatório para a contratação de uma nova empresa foi suspenso pelo prazo de seis meses, após uma audiência judicial, realizada no final de novembro, entre prefeitura e a atual concessionária.

A prefeitura disse ainda que a empresa pleiteava o valor de R$ 4,60, mas foi autorizado pela municipalidade o valor de R$ 3,50.