Uso racional de energia elétrica pode gerar economia de até 40%

O uso adequado de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e lâmpadas econômicas podem reduzir o consumo mensal de energia elétrica de uma residência em até 40%

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03 FEV 201317h05

O diretor do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Sergio Canuto da Silva, destaca que o uso racional beneficia o consumidor duas vezes, uma vez que evita o desperdício de energia elétrica e economia na fatura de pagamento.

Para evitar o desperdício e danos ao meio ambiente, o Governo Federal poderá implantar, no primeiro semestre deste ano, o programa de substituição de geladeiras velhas por novas. O programa está sendo formulado em ministérios como o de Minas e Energia e o de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia, o programa federal tem por objetivo colaborar com a redução da emissão de gás carbônico pelas geladeiras, aumentar a eficiência energética e aquecer as vendas do produto, no País.

Para facilitar a aquisição de geladeiras novas, principalmente por famílias de baixa renda, o Governo estuda o lançamento de linhas de crédito especiais e subsídios. Entretanto, mais detalhes sobre o programa de troca de geladeiras não serão divulgados até que o projeto esteja concluído, de acordo com a assessoria de imprensa do ministério.

Segundo Canuto, um aparelho de ar condicionado de dez anos de uso consome até 40% a mais de energia elétrica do que um aparelho novo. Já a geladeira velha possui um gás prejudicial ao meio ambiente, ao contrário das geladeiras novas.

“Ações como esta do Governo Federal são pró-ativas e válidas, porém outras medidas como uma campanha pelo uso de lâmpadas econômicas e financiamentos facilitados de refrigeradores e geladeiras também poderiam ser adotadas pelo Governo, como ocorreu por volta de 2001, época do apagão. Naquela época houve uma conscientização da população que evitou o desperdício de energia”.

Canuto destaca ainda iniciativas já realizadas pelas distribuidoras de energia elétrica como a regularização de instalações clandestinas em residências. “Este ano, uma distribuidora da Capital pretende regularizar as instalações clandestinas de 70 mil residências”.

Instalações clandestinas, fugas de energia e uso irracional, geram um desperdício anual de R$ 11 bilhões, valor suficiente para a construção de uma usina hidrelétrica como a de Santo Antonio, segundo exemplificou o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Carlos Reis.  

Baixada Santista

Uma distribuidora de energia elétrica que atende Vicente de Carvalho (Guarujá), Itanhaém e Peruíbe, encerrou no ano passado um programa chamado ‘Energia Comunitária’, realizado junto às comunidades de baixa renda.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa fornecedora de energia “as ações contemplam a regularização das instalações elétricas das residências (troca de fiação e colocação de lâmpadas mais eficientes) com foco na segurança e uso adequado da energia elétrica”.

Algumas famílias receberam refrigeradores mais econômicos e outras receberam geladeiras. Para a doação foram considerados o estado de conservação do produto e o consumo excessivo. “As geladeiras são trocadas por aparelhos mais econômicos (selo A do Procel) e os aparelhos antigos são descartados de forma ecologicamente correta”, diz a nota.

A expectativa da empresa, após a regularização das residências, era reduzir o consumo de energia em 40%, e as perdas comerciais em cerca de 70%. De acordo com dados fornecidos pela empresa, em 2007 foram beneficiados pelo programa 11.300 clientes, distribuídos em 21 comunidades de Guarujá, 5 comunidades de Mongaguá e seis, de Itanhaém. Foram doados na ocasião, cerca de dois mil refrigeradores.

Em 2008, o programa Energia Comunitária atendeu 2.100 pessoas, distribuídas em uma comunidade de Guarujá, uma de Itanhaém e outra de Peruíbe. No ano passado foram doados 320 refrigeradores. Atualmente, o programa atende moradores do interior do Estado.