Uso de cheques é investigado em São Vicente

Funcionário público acusa ex-diretor de Cultura de usar cheques seus para pagamentos.

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16 JAN 201315h28

O ex-diretor de Cultura da Prefeitura de São Vicente Júlio Orlandi Júnior é acusado de ter usado três cheques de um ex-sócio para pagar contas. Em um deles, datado de 5 de outubro do ano passado, no valor de R$ 768,00, a microfilmagem mostra seu nome na parte de trás e, entre parênteses “Secretaria de Cultura”, além do número de celular.

O autor da denúncia é o funcionário público Fabiano Pontes Soares. Ele conta que no ano de 2000 abriu sociedade com Orlandi Júnior no bar Julius Bar, no Parque Bitaru. Eventualmente, conta Soares, ele deixava algumas folhas de seu talão de cheque (do Banespa Santander) no estabelecimento para que, em caso de sua ausência, o sócio pudesse pagar fornecedores.

Segundo relata o denunciante, o primeiro cheque seu usado por Orlandi, sem sua autorização, foi no valor de R$ 500,00, datado de 15 de outubro de 2006. O segundo, de R$ 8 mil, para pagar a escola de samba Vai Vai.

O denunciante registrou boletim de ocorrência em 2010 sobre os dois episódios e acreditou que não teria mais problemas desse tipo. Mas, em 12 de dezembro do ano passado, ele viu que estava errado. Nessa data, soube que outro cheque havia sido emitido, no valor de R$ 768,00. Segundo relatou ao delegado Luiz Fernando Salvador, no verso desse cheque é possível visualizar o número de telefone e o nome de Júlio Orlandi Júnior.

Cheque - Denunciante mostra microfilmagem. (Foto: Matheus Tagé/ DL)

Fabiano contou ao delegado sua suspeita de que possivelmente Julio ainda estaria com mais cheques seus. Embora tenha sustado o talão, ele teme que seu nome seja incluído em algum serviço de proteção ao crédito.

A Reportagem ouviu, na tarde desta terça-feira (15), Júlio Orlandi Júnior.  Apesar do registro de um BO em 2010 onde ele consta como “averiguado”, o ex-diretor de Cultura se disse surpreso com a acusação.

Orlandi Júnior afirmou que há anos não fala com seu ex-sócio, e negou ter ficado com seus cheques. No final da tarde, ele procurava seu advogado e afirmou que talvez hoje vá até a delegacia para prestar sua versão dos fatos.