Manter a vegetação sob os painéis solares é um dos desafios enfrentados por usinas de energia. Acontece que o crescimento acelerado de ervas daninhas pode bloquear a incidência de luz solar, reduzir a eficiência e elevar os custos com manutenção.
Para resolver esse problema, uma empresa de usinas da Austrália adotou uma solução inovadora ao escalar porcos para cuidar do corte da grama. Os responsáveis pelo empreendimento decidiram substituir parte das máquinas roçadeiras e dos herbicidas químicos por animais da raça Kunekune, originária da Nova Zelândia.
Fofos e funcionais
Os animais de pequeno porte passaram a circular livremente entre as estruturas das placas solares em busca de alimento, sem representar qualquer ameaça aos equipamentos. Além disso, os porcos conseguem acessar áreas estreitas e de difícil alcance com total segurança.
A estratégia inusitada com os bichos surgiu como uma alternativa aos métodos tradicionais, que exigiam investimento de maquinários e podem danificar a infraestrutura da usina.
Prevenção de incêndios e adubação natural
Além de manter o mato sob controle, a presença dos novos funcionários trouxe um benefício adicional que surpreendeu os gestores da usina. Ao procurar por comida, os porcos quebram as camadas de vegetação que ficam acumuladas e reduzem o risco de incêndios. A situação é uma preocupação constante e alarmante nas regiões de clima seco da Austrália.
Os porcos também melhoram a qualidade do terreno por meio da fertilização natural. A ação melhora as condições da terra com seus dejetos e elimina a necessidade de insumos químicos extras.
Relatos do projeto ainda indicam que o rebanho é altamente eficiente para eliminar algumas espécies de ervas daninhas, que já se mostravam resistentes aos herbicidas convencionais.
A força do pastoreio solar
A utilização de animais em usinas fotovoltaicas são comuns no mercado internacional como alternativa para aparar a grama. O diferencial do projeto australiano foi escolha dos porcos Kunekune, cuja combinação de tamanho, temperamento dócil e apetite voraz transformou o grupo em uma equipe de manutenção.
O resultado foi uma redução expressiva nos custos operacionais da usina e a consolidação de um modelo que une energia renovável com a atividade agropecuária.







