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Unesco condena destruição de artefatos no Iraque pelo Estado Islâmico

A chefe da agência cultural da ONU, a Unesco, Irina Bokova, afirmou ainda que a destruição das peças viola uma resolução do Conselho de Proteção dos Bens Culturais de zonas de conflito na Síria e no Iraque

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26 FEV 201519h09

A chefe da agência cultural da ONU, a Unesco, Irina Bokova, disse estar "profundamente chocada" com as imagens que mostram militantes do grupo terrorista Estado Islâmico destruindo artefatos da civilização assíria e afirmou ter pedido ao Conselho de Segurança da ONU uma reunião de emergência para proteger a herança cultural do Iraque.

Bokova afirmou ainda que a destruição das peças viola uma resolução do Conselho de Proteção dos Bens Culturais de zonas de conflito na Síria e no Iraque.

O vídeo de cinco minutos mostra um grupo de homens barbados no interior do museu de Mosul usando martelos e brocas para destruir várias estátuas grandes, mostradas a seguir aos pedaços. Pouco depois, as imagens mostram um homem vestido de preto é visto nas proximidades de um sítio arqueológico, dentro de Mosul, destruindo uma deidade assíria representada por um touro com asas, datada do século 7 a.C.

O vídeo foi postado em contas de redes sociais de grupos afiliados ao Estado Islâmico. Embora não seja possível verificar a autenticidade das imagens, elas parecem ser autênticas, tendo em vista o conhecimento a respeito das instalações do museu.

Mosul é a segunda maior cidade do Iraque. A província de Nínive, que fica nas proximidades, caiu nas mãos dos militantes durante uma ação em junho.

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, também condenou o ato. Ele classificou a destruição das peças do museu de Mosul como "condenáveis" e afirmou que os terroristas "roubaram o passado da população".