Vicentinos que moram na cidade há pelo menos dez anos já nem lembram mais de quando foi feita a última reforma das calçadas ao redor do ‘2° Batalhão de Infantaria Leve’, mas todos relatam que se recordam de quando foram os últimos tropeções que flagraram na região, até porque, segundo eles, esse tipo de acidente já se tornou constante.
O trecho em questão, para quem não se recorda ou não conhece o local, fica entre o número 1378 e o número 934, mas do lado ímpar da via. As primeiras denúncias que chegaram à redação do DL vieram de pessoas que têm residências nas ruas ao entorno do Batalhão e que precisam transitar pela calçada diariamente.
Durante pouco mais do que minutos aguardando no trecho, a Reportagem abordou alguns moradores e todos eles responderam sem pensar duas vezes: Não conseguem se lembrar de quando foi feita a última reforma ali.
“Ih, meu filho, nunca vi reforma aqui. Eu moro aqui há mais de 16 anos e sempre passo por aqui, mas não me lembro de reforma e sempre fica pior aqui. Eu mesma já tropecei aqui também”, afirma a faxineira Rose Mari, de 57 anos de idade.
A calçada da Avenida Antonio Emmerich tem vários trechos sem piso e buracos ao longo de toda a sua extensão, mas não tem mato acumulado. Boa parte do comprimento do muro recebe manutenção e a pintura está nova até determinado trecho.
“Não lembro de reforma aqui. Deve fazer muitos anos até porque tá tudo quebrado e toda hora eu vejo gente tropeçando por aqui, a calçada não é boa. Não vejo reforma há pelo menos mais de ano e quando chove enche muito, tem uma boa parte que costuma alagar”, afirma o estudante Rui Melo, de 23 anos.
Entretanto, a situação também está ruim no trecho lateral do Batalhão, que fica ao longo da Rua Albérico Robilarde de Marigni. Na região, porém, há bastante mato aparecendo por entre as rachaduras do chão e as pessoas que trafegam pela via costumam mudar de calçada para escapar da sujeira e também dos buracos.
“Moro aqui já faz 18 anos, passo aqui o tempo todo e nunca vi nenhuma reforma. Eu mesma já tropecei aqui mais de uma vez, quando chove também fica ruim, mas é um ou outro trecho que alaga”, explica a pedagoga Luciana Xavier, de 45 anos.
Em contato com a Prefeitura de São Vicente, a administração municipal informou a Reportagem que todas as calçadas têm a sua manutenção a cargo do proprietário pelo imóvel, em caso de ser uma propriedade particular, e no caso do ‘2° Batalhão de Infantaria Leve’, isso não é diferente.
O Diário do Litoral enviou, na última segunda-feira (25), mensagens diretamente aos endereços de e-mail do setor de Relações Públicas e para a Secretaria que atuam dentro do 2° Batalhão de Infantaria Leve, mas os pedidos de nota voltaram por problemas nos endereços com final ‘2bil.eb.mil.br’.
No mesmo dia, a Reportagem efetuou uma nova tentativa, mas, desta vez, incluiu o endereço de e-mail direto do setor de comunicação geral do Exército Brasileiro, que enviou uma nota afirmando que ‘a demanda foi encaminhada e será respondida pela Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste (CMSE – São Paulo/SP)’.
Entretanto, nenhuma outra mensagem foi enviada de volta até o fechamento desta edição.
