Com área equivalente à cidade de São Paulo o Lago de Serra da Mesa oferece clima de praia em um estado sem litoral / Reprodução/Ilustrativa
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Ao falar de grandes lagos, é comum que países do hemisfério norte, como Estados Unidos e Rússia, venham à mente. Mas a realidade é que um dos maiores lagos artificiais do mundo está no Brasil, em meio ao quente Centro-Oeste brasileiro.
Formado pelo represamento do Rio Tocantins para a construção da Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa, o lago ocupa cerca de 1.784 km², com volume total de 54,4 bilhões de metros cúbicos de água. Em comparação, isso é mais do que o volume somado de todos os lagos da região Sudeste. Tão extenso que se perde de vista no horizonte.
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A formação do lago forçou o deslocamento de milhares de pessoas. Algumas deixaram casas herdadas de gerações, propriedades rurais consolidadas e comunidades inteiras onde haviam estruturado suas vidas.
Povoados como São José da Serra, áreas rurais de Niquelândia e diversas comunidades ribeirinhas foram parcial ou totalmente submersas.
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Confira o vídeo da vista aérea do lago:
Para muitas famílias, a mudança foi marcada por sentimentos mistos: o impacto emocional de abandonar o território e a promessa de novas condições estruturais e oportunidades econômicas, sobretudo com a chegada do turismo de pesca esportiva.
Ainda assim, o processo deixou marcas profundas. Quando o reservatório atingiu seu nível pleno, vastas florestas desapareceram, trilhas históricas deixaram de existir e antigas fazendas viraram memórias preservadas apenas em relatos e documentos municipais.
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Com área inundada equivalente ao tamanho da cidade de São Paulo, Serra da Mesa deu origem a microambientes aquáticos que influenciaram diretamente a fauna e a flora regionais. A imensa lâmina d'água aumentou a umidade local, modificou regimes de chuva e atraiu espécies migratórias de aves.
A ictiofauna também se reorganizou. O lago tornou-se habitat para espécies como tucunaré, piau, corvina e traíra. Isso deu origem a um dos maiores polos de pesca esportiva do Brasil, movimentando pousadas, embarcações e toda uma cadeia de turismo.
O lago possui profundidades que ultrapassam 60 metros em vários pontos, formando paredões submersos, vales inundados e áreas ricas em nutrientes, características que atraem pesquisadores, mergulhadores e especialistas em ecossistemas lacustres.
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Se você gosta de natureza, aventura ou apenas de uma boa rede à beira d'água, Niquelandia é o destino ideal. O município, porta de entrada para o lago, conta com boa estrutura de hospedagem e alimentação e vive crescente movimento turístico.
Principais atrativos:
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