Um ano após incêndio, Cactos depende de doações para reconstruir sede

O Centro de Apoio e Recuperação de Dependentes de Drogas atende provisoriamente em imóvel cedido pela Igreja de Santa Bakhita

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20 JAN 201315h44

Há um ano a sede administrativa do Centro de Apoio e Recuperação de Dependentes de Drogas (Cactos) foi destruída por um incêndio. Sem verba para a reconstrução do local, localizado na Rua República Portuguesa, nº 25, na Vila Nova, a entidade mantém o atendimento no imóvel cedido pela Paróquia da Igreja de Santa Josefina Bakhita, na Rua Henrique Ablas, nº 12, no mesmo bairro.

O presidente do Cactos, Marcelo Souza do Nascimento, afirma que, na época do sinistro, a instituição cobriu os prejuízos de dois imóveis vizinhos atingidos pelo fogo, e não sobrou recursos para reerguer a sede. Desde então, a instituição espera arrecadar o montante necessário por meio de doações para as obras. Marcelo diz que até hoje não se sabe a causa do incêndio.

Segundo Marcelo, foi feito um orçamento preliminar. “Só o custo do material de construção é em torno de R$ 22 mil, fora a mão de obra”, afirma o presidente da instituição. O custo da mão de obra ainda não foi cotado.    

O Cactos é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, voltada para o tratamento e reintegração social de dependentes químicos. Conforme consta no site da entidade — www.cactos.hd1.com.br —, o Cactos atende cerca de 50 pessoas por semana. São familiares que procuram orientação para internar parentes que sofrem de dependência química de álcool ou drogas.

Os dependentes que aceitam o tratamento são transferidos para a fazenda Monsenhor Ciro Fanha, localizada no bairro Samaritá, na Área Continental de São Vicente (rodovia Manoel da Nóbrega Km 278,5), mantida pela instituição.

Na sede administrativa é feita a triagem entre os dependentes que procuram por internação. Marcelo explica que o interessado em iniciar o tratamento permanece até 30 dias internado na sede. Durante esse período o interno passa por uma adaptação às regras aplicadas na casa de recuperação, para só então ser transferido, pois será onde ele residirá por nove meses, se concluir o tratamento.