Cotidiano

'Último gigante' de SP: Megaprojeto de R$ 2,5 bilhões chega ao mercado imobiliário em 2026

O projeto ocupa um terreno de cerca de 50 mil metros quadrados, uma extensão considerada raríssima na cidade, e deve se tornar o novo marco urbanístico da região

Ana Clara Durazzo

Publicado em 24/03/2026 às 18:15

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O empreendimento foi planejado como um bairro planejado, integrando moradia, serviços e vastas áreas verdes / Lavvi/Divulgação

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Um dos maiores empreendimentos imobiliários dos últimos anos na capital paulista começa a sair do papel. A incorporadora Lavvi prepara o lançamento do Jardim da Hípica, um megaprojeto residencial no Alto da Boa Vista, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo.

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Com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 2,5 bilhões, o projeto ocupa um terreno de cerca de 50 mil metros quadrados, uma extensão considerada raríssima na cidade, e deve se tornar o novo marco urbanístico da região.

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A entrega para a cidade: Cerca de 40 mil m² serão destinados ao complexo residencial, enquanto outros 10 mil m² darão lugar a uma praça pública aberta, que será posteriormente doada à Prefeitura.

Conceito 'Bairro dentro do Bairro': O novo urbanismo

A proposta do Jardim da Hípica vai além de um condomínio tradicional. O empreendimento foi planejado como um bairro planejado, integrando moradia, serviços e vastas áreas verdes. O projeto segue a tendência mundial de grandes complexos que oferecem:

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  • Lazer estilo clube: Áreas completas e sofisticadas para toda a família.

  • Serviços integrados: Comodidade absoluta sem precisar sair do condomínio.

  • Convivência urbana: Espaços planejados e abertos ao público.

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  • Paisagismo imersivo: Forte presença de natureza em meio ao concreto.

A localização é estratégica: em frente ao tradicional Clube Hípico de Santo Amaro e a poucos passos de estações da Linha Lilás do metrô, o que facilita a mobilidade urbana.

Dualidade Residencial: Alto Padrão e Unidades Compactas

O megaprojeto será dividido em dois empreendimentos distintos para atender diferentes perfis de moradores e investidores:

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 1. Parque Hípica Residences (Alto Padrão)

Este setor contará com cerca de 900 unidades, com apartamentos que variam de 84 m² a 276 m². Os valores refletem a exclusividade, podendo chegar a cerca de R$ 4 milhões dependendo da metragem.

Além das moradias, o espaço contará com serviços de hotelaria e luxo, como concierge, mensageria, limpeza, manutenção e parcerias estratégicas com academias de ponta, escolas de idiomas e serviços de pet care.

2. Condomínio Compacto (Investimento e Praticidade)

O segundo projeto é voltado a um público mais amplo e dinâmico, com unidades entre 25 m² e 69 m². Com um perfil mais acessível, é a aposta principal para investidores do mercado imobiliário. Vale destacar que, embora compartilhem o mesmo terreno, os dois condomínios terão estruturas e áreas de lazer totalmente independentes.

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O 'Último dos Moicanos' do mercado imobiliário?

Um dos pontos que mais chamam atenção é que o Jardim da Hípica pode ser um dos últimos empreendimentos desse porte em São Paulo. As mudanças recentes no Plano Diretor e na Lei de Zoneamento passaram a limitar severamente projetos em terrenos gigantes. Hoje, áreas acima de 20 mil m² enfrentam restrições rígidas, como:

  1. Exigência de abertura de novas vias públicas.

  2. Doação compulsória de partes maiores do terreno.

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  3. Regras de ocupação muito mais complexas.

Como o projeto foi aprovado antes dessas mudanças, ele conseguiu manter uma escala que dificilmente será repetida no futuro da capital paulista, segundo especialistas do setor.

De terreno abandonado a 'objeto de desejo'

O local onde o Jardim da Hípica nascerá ficou anos sem uso, após ter pertencido à massa falida de uma antiga indústria química. O processo de recuperação ambiental da área foi longo e rigoroso, o que represou a demanda e gerou uma curiosidade sem precedentes no mercado.

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O fenômeno dos 'Corretores Piratas'

Antes mesmo do lançamento oficial, o projeto despertou tamanha cobiça que corretores informais — conhecidos no setor como “piratas” — já tentam antecipar vendas com anúncios próprios e não autorizados. Esse tipo de movimentação é um termômetro clássico de projetos com alta demanda e localização privilegiada.

Previsão de Lançamento e Impacto Urbano

O cronograma de vendas já está desenhado para 2026. O primeiro condomínio, voltado ao alto padrão, tem lançamento previsto entre março e abril de 2026. Já o segundo condomínio, focado em unidades compactas, deve chegar ao mercado ainda no primeiro semestre de 2026.

Impacto na Região: A entrega, prevista para os próximos anos, deve consolidar o empreendimento como um dos mais ambiciosos de São Paulo. Além de movimentar o mercado, o projeto trará uma valorização imobiliária direta para o Alto da Boa Vista, ampliando a oferta de serviços e garantindo maior circulação de pessoas em uma área que antes era subutilizada.

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