Cotidiano
O projeto ocupa um terreno de cerca de 50 mil metros quadrados, uma extensão considerada raríssima na cidade, e deve se tornar o novo marco urbanístico da região
O empreendimento foi planejado como um bairro planejado, integrando moradia, serviços e vastas áreas verdes / Lavvi/Divulgação
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Um dos maiores empreendimentos imobiliários dos últimos anos na capital paulista começa a sair do papel. A incorporadora Lavvi prepara o lançamento do Jardim da Hípica, um megaprojeto residencial no Alto da Boa Vista, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo.
Com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 2,5 bilhões, o projeto ocupa um terreno de cerca de 50 mil metros quadrados, uma extensão considerada raríssima na cidade, e deve se tornar o novo marco urbanístico da região.
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A entrega para a cidade: Cerca de 40 mil m² serão destinados ao complexo residencial, enquanto outros 10 mil m² darão lugar a uma praça pública aberta, que será posteriormente doada à Prefeitura.
A proposta do Jardim da Hípica vai além de um condomínio tradicional. O empreendimento foi planejado como um bairro planejado, integrando moradia, serviços e vastas áreas verdes. O projeto segue a tendência mundial de grandes complexos que oferecem:
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Lazer estilo clube: Áreas completas e sofisticadas para toda a família.
Serviços integrados: Comodidade absoluta sem precisar sair do condomínio.
Convivência urbana: Espaços planejados e abertos ao público.
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Paisagismo imersivo: Forte presença de natureza em meio ao concreto.
A localização é estratégica: em frente ao tradicional Clube Hípico de Santo Amaro e a poucos passos de estações da Linha Lilás do metrô, o que facilita a mobilidade urbana.
O megaprojeto será dividido em dois empreendimentos distintos para atender diferentes perfis de moradores e investidores:
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Este setor contará com cerca de 900 unidades, com apartamentos que variam de 84 m² a 276 m². Os valores refletem a exclusividade, podendo chegar a cerca de R$ 4 milhões dependendo da metragem.
Além das moradias, o espaço contará com serviços de hotelaria e luxo, como concierge, mensageria, limpeza, manutenção e parcerias estratégicas com academias de ponta, escolas de idiomas e serviços de pet care.
O segundo projeto é voltado a um público mais amplo e dinâmico, com unidades entre 25 m² e 69 m². Com um perfil mais acessível, é a aposta principal para investidores do mercado imobiliário. Vale destacar que, embora compartilhem o mesmo terreno, os dois condomínios terão estruturas e áreas de lazer totalmente independentes.
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Um dos pontos que mais chamam atenção é que o Jardim da Hípica pode ser um dos últimos empreendimentos desse porte em São Paulo. As mudanças recentes no Plano Diretor e na Lei de Zoneamento passaram a limitar severamente projetos em terrenos gigantes. Hoje, áreas acima de 20 mil m² enfrentam restrições rígidas, como:
Exigência de abertura de novas vias públicas.
Doação compulsória de partes maiores do terreno.
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Regras de ocupação muito mais complexas.
Como o projeto foi aprovado antes dessas mudanças, ele conseguiu manter uma escala que dificilmente será repetida no futuro da capital paulista, segundo especialistas do setor.
O local onde o Jardim da Hípica nascerá ficou anos sem uso, após ter pertencido à massa falida de uma antiga indústria química. O processo de recuperação ambiental da área foi longo e rigoroso, o que represou a demanda e gerou uma curiosidade sem precedentes no mercado.
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Antes mesmo do lançamento oficial, o projeto despertou tamanha cobiça que corretores informais — conhecidos no setor como “piratas” — já tentam antecipar vendas com anúncios próprios e não autorizados. Esse tipo de movimentação é um termômetro clássico de projetos com alta demanda e localização privilegiada.
O cronograma de vendas já está desenhado para 2026. O primeiro condomínio, voltado ao alto padrão, tem lançamento previsto entre março e abril de 2026. Já o segundo condomínio, focado em unidades compactas, deve chegar ao mercado ainda no primeiro semestre de 2026.
Impacto na Região: A entrega, prevista para os próximos anos, deve consolidar o empreendimento como um dos mais ambiciosos de São Paulo. Além de movimentar o mercado, o projeto trará uma valorização imobiliária direta para o Alto da Boa Vista, ampliando a oferta de serviços e garantindo maior circulação de pessoas em uma área que antes era subutilizada.
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