Turismo cai no carnaval, mas praias da Região ficam cheias

As cidades da Baixada Santista registraram um grande movimento neste sábado

Mesmo com o cancelamento do ponto facultativo de carnaval no Estado de São Paulo e a adoção de regras para banhistas e comerciantes para conter a pandemia, as praias do litoral paulista registraram grande movimento neste sábado. As do Guarujá, por exemplo, estiveram cheias mesmo neste sábado com o tempo nublado.

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O movimento, no entanto, é menor do que no ano passado. De acordo com a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, cerca de 151 mil carros viajaram em direção ao litoral desde quinta-feira, 11. Em 2020, o número foi de 360 mil veículos no período.

Para conter a transmissão do novo coronavírus, Santos, Guarujá e São Vicente montaram barreiras sanitárias nos principais acessos Santos informou que duas vans de turismo foram barradas na entrada da cidade, na Avenida Martins Fontes.

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Na Praia da Enseada, uma das mais movimentadas do Guarujá, o analista de Sistemas Diego Ribeiro, de 34 anos, decidiu manter a viagem com a família decidida no início do ano, pois a empresa em que trabalha, do setor de alimentação, só vai retomar as atividades na quarta-feira. Também ajudou o desconto de 30% oferecido pelo hotel à beira-mar. “Sem desfiles de blocos ou escolas de samba, a única diversão é viajar”, diz.

A falta de eventos em São Paulo também motivou a viagem da família do engenheiro Carlos Camargo, de 54 anos. “Eu volto para trabalhar segunda e a família continua na praia. Depois de um ano de pandemia, a gente precisa ter alguns momentos de lazer. É preciso respirar.”

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Do outro lado do balcão, o cancelamento do carnaval frustrou os comerciantes. Com uma caixa de isopor ainda cheia de batidas naturais no início da tarde na Praia de Pitangueiras, a ambulante Tamires Barbosa, de 40 anos, apostava no carnaval para equilibrar a renda enquanto aguarda a definição do pagamento das novas parcelas do auxílio emergencial. Divorciada, foi com esse dinheiro que ela equilibrou o sustento dos filhos de 2 e 4 anos. “A gente que depende do trabalho informal está sofrendo muito na pandemia. Sem carnaval, a luta vai continuar, não sei de que jeito.”

Restrições

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Todas as praias estão liberadas, com restrições. E cada cidade determina suas regras. Em Santos, vale a proibição do uso de guarda-sóis, esteiras, tendas e barracas por banhistas. Só são permitidos esportes individuais, com uso da máscara facial. Já a prefeitura de Mongaguá orienta os veranistas a utilizarem as praias apenas para atividade física. Em São Vicente, a Secretaria de Trânsito e Transportes já orienta os motoristas sobre as medidas necessárias.

Mas nem sempre as regras são obedecidas. No Guarujá, cada quiosque pode oferecer dez guarda-sóis, com duas cadeiras cada. Mas os comerciantes tiveram dificuldade para controlar. O limite de guarda-sóis foi respeitado, mas não o número de pessoas em cada um. O uso de máscara se tornou raridade nas areias. “Se chega uma família com quatro pessoas, eu não tenho condições de separar”, defende-se Valdomiro Costa, dono de um quiosque.

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Havia aglomeração também dos que traziam os próprios guarda-sóis Uma família vinda de Santo André, no ABC, chegou com o item de proteção à Praia de Pitangueiras no fim da manhã. Eram seis pessoas. Todos se sentaram, abriram um cooler de bebidas e se acomodaram.