O túnel submerso Santos-Guarujá será o primeiro do gênero no Brasil e conectará as cidades de Santos e Guarujá (SP) por 1,5 km, sendo 870 metros abaixo do nível da água. A previsão de inauguração é para 2031.
Essa nova travessia encurtará o deslocamento entre as duas margens, que hoje pode levar cerca de uma hora por estrada, para apenas dois minutos.
A construção e operação do túnel ficaram a cargo da empresa portuguesa Mota-Engil, vencedora do leilão realizado em 5 de setembro de 2025, na B3, em São Paulo.
Como é a travessia sem o túnel
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a travessia Santos-Guarujá está entre as maiores do mundo em volume de veículos, registrando uma média diária acima de 20 mil.
Hoje, quem precisa cruzar as cidades depende das balsas, sujeitas a filas e variações de tempo, ou faz o contorno pelas rodovias, em um trajeto de 43 km que pode durar até uma hora conforme o trânsito.
Mas o túnel promete reduzir o tempo de viagem e garantir maior regularidade nos deslocamentos.
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Como será o túnel
A estrutura do túnel submerso contará com seis faixas de tráfego, sendo três em cada sentido, além de ciclovia, passagens para pedestres e um espaço reservado para Veículos Leves sobre Trilhos (VLT).
O projeto prevê monitoramento em tempo real, sistemas de segurança e gestão de tráfego voltados à fluidez e à rápida resposta em casos de incidentes.
Impacto social esperado
De acordo com o Governo Federal, “além de transformar a mobilidade urbana, o túnel vai estimular a economia local e melhorar a qualidade de vida das mais de 720 mil pessoas que vivem em Santos e Guarujá, impactando toda a região.”
Já o Governo de São Paulo estima a criação de aproximadamente 9 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação e o início da operação.
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Como vai ser construído
Segundo o Governo Federal, a obra começará com a preparação do leito, que inclui a escavação do canal e a aplicação de uma base de concreto.
Depois, serão construídos os módulos, que são grandes blocos pré-moldados com câmaras de ar internas.
Esses módulos serão levados por rebocadores até o local da instalação, onde passarão por um processo de “imersão controlada”.
Nele, a água será bombeada para afundá-los gradualmente, permitindo o encaixe com ajuda de sistemas hidráulicos e pinos de aço sobre um leito de areia.
Por fim, uma camada de pedras cobrirá toda a estrutura, garantindo proteção contra impactos e a força das correntes marítimas.
O Governo de São Paulo postou um vídeo no You Tube mostrando um pouco desse processo:
Por Vitoria Estrela
