Cotidiano
Eles nascem no fundo do mar, viajam à velocidade de um avião e podem chegar à costa como paredões de 30 metros de altura, porém as praias brasileiras parecem imunes a esse desastre
O Japão (2011) e a Indonésia (2004) mostraram ao mundo o poder destrutivo de um tsunami / ImageFX
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Eles nascem no fundo do mar, viajam à velocidade de um avião e podem chegar à costa como paredões de 30 metros de altura. O Japão (2011) e a Indonésia (2004) mostraram ao mundo o poder destrutivo de um tsunami. Mas, enquanto assistimos a essas cenas de terror, surge a dúvida: por que as praias do Brasil parecem imunes a esse desastre?
A resposta não é sorte, mas sim a geologia privilegiada do Brasil.
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O principal motor de um tsunami é o terremoto submarino em zonas de subducção onde uma placa desliza sob a outra. O Brasil, e consequentemente o litoral paulista, está localizado no centro da Placa Sul-Americana.
Distância de segurança: Estamos a milhares de quilômetros das bordas dessa placa (onde os grandes tremores ocorrem).
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Ausência de 'Salto': Para gerar um tsunami, o fundo do mar precisa 'saltar' bruscamente. Como não temos falhas ativas desse tipo perto da nossa costa, a água permanece estável.
Diferente de ilhas vulcânicas no Pacífico, onde o mar fica profundo logo após a areia, o litoral de São Paulo possui uma plataforma continental extensa e rasa. Se uma onda gigante cruzasse o Oceano Atlântico (vinda de um vulcão na África, por exemplo), ela perderia boa parte de sua energia ao 'bater' no relevo submarino antes de chegar à areia de Santos ou Guarujá.
Embora o risco seja próximo de zero, a ciência monitora um cenário hipotético: o colapso do vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias.
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O Alerta: Um desmoronamento massivo de rochas no mar poderia gerar uma onda transatlântica.
O Impacto: Mesmo nesse caso extremo, modelos matemáticos sugerem que a onda chegaria ao Brasil muito enfraquecida, assemelhando-se mais a uma maré alta severa do que aos paredões vistos na Ásia.
O perigo real do fenômeno, como explicado por especialistas e canais como o JAES Company Português, é sua discrição:
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Invisível em alto-mar: A onda viaja a 800 km/h, mas com apenas alguns centímetros de altura. Embarcações nem percebem sua passagem.
O 'empolamento': Ao chegar no litoral de águas rasas, a energia se acumula, a velocidade cai e a altura explode, transformando a oscilação em um impacto brutal.
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