Dois fortes terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5, atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), gerando pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes. Segundo o governo venezuelano, o impacto dos abalos destruiu prédios e casas em Caracas e em outras regiões do país. Foram confirmadas ao menos 32 mortes até o momento.
Ambos os tremores ocorreram em sequência, com menos de um minuto de diferença. A agência climática registrou o epicentro das atividades sísmicas na região de Morón, no estado de Carabobo. Por conta da intensidade do fenômeno, moradores de cidades do Norte do Brasil, como Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá, também sentiram o reflexo dos tremores.
Cenário brasileiro
A Rede Sismográfica Brasileira registrou os tremores em suas estações de monitoramento. Moradores de capitais e outros municípios da região Norte relataram que estruturas e objetos balançaram. O cenário gerou a evacuação preventiva de alguns edifícios em cidades Manaus, no Amazonas, e em Belém, no Pará.
Em entrevista ao G1, o sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP, explicou que a propagação de ondas sísmicas a grandes distâncias é perfeitamente normal em tremores dessa magnitude. No entanto, o especialista acalmou a população sobre possíveis impactos estruturais no país:
“A distâncias como essa, não há chance de danos para as cidades brasileiras”, afirmou Collaço.
Veja o vídeo postado pela RBA TV do momento em que o terremoto atingiu Caracas:
Alerta de tsunami
A força dos abalos levou o Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos a emitir um aviso oficial para Porto Rico e para as Ilhas Virgens americanas e britânicas.
O comunicado também citava a possibilidade de ondas perigosas atingirem as ilhas de Aruba, Curaçao e Bonaire. Apesar do pânico inicial na região caribenha, as autoridades suspenderam e retiraram o alerta cerca de uma hora depois, após constatarem que não havia risco iminente.
