Cotidiano
Os planos incluem reformas ou substituições de terminas atracadouros, das próprias embarcações, sinalizações e demais itens
A travessia de balsas entre Santos e Guarujá, também privatizada / Reprodução/Governo de SP
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A concessão do sistema de travessias de São Paulo é muito mais ampla do que o trajeto Santos-Guarujá. O leilão realizado em novembro de 2025 transferiu 14 linhas para a iniciativa privada.
O Consórcio Acqua Vias SP arrematou o pacote completo em um modelo de lote único. A estratégia do governo foi atrelar rotas lucrativas a operações deficitárias para garantir a manutenção de todas.
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Isso significa que o lucro gerado nas travessias turísticas financiará o transporte em regiões com menos fluxo. O contrato impõe o mesmo padrão de qualidade para todas as regiões atendidas.
O novo gestor assume a responsabilidade por todo o litoral paulista e áreas de mananciais. A "joia da coroa" inclui a balsa de Ilhabela, no Litoral Norte, e o complexo da Baixada Santista.
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Além da famosa ponte marítima entre Santos e Guarujá, o grupo opera agora a travessia de Bertioga. A lancha de passageiros para Vicente de Carvalho também integra o pacote.
No Litoral Sul, o consórcio passa a gerir rotas essenciais para a população local. Estão inclusas as ligações de Iguape para Juréia e o sistema de balsas de Cananéia.
A concessão avança também para o interior e a capital. Na Represa Billings, as balsas que atendem o Grajaú e a Ilha do Bororé agora são privadas.
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Até mesmo as travessias de Paraibuna, no Vale do Paraíba, entraram no acordo. Locais como Porto Paraitinga e Natividade da Serra dependem desse mesmo contrato para funcionar.
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Quem utiliza qualquer um desses serviços ainda não percebeu grandes alterações visuais. O sistema encontra-se atualmente em fase de operação assistida.
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Neste início de 2026, o Estado mantém o controle operacional enquanto a empresa vencedora mapeia a infraestrutura. É um período de adaptação técnica obrigatória.
A transferência total da gestão só ocorrerá no segundo semestre. A partir daí, a operação e a manutenção de todas as 14 linhas serão 100% privadas.
O contrato prevê um aporte de R$ 2,5 bilhões ao longo de 30 anos. A verba deve ser destinada urgentemente à reforma dos terminais de espera e dos atracadouros.
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A maior exigência, contudo, é ambiental. O consórcio deve substituir gradualmente a frota atual, movida a diesel, por embarcações modernas.
O objetivo é implementar balsas elétricas em todas as travessias. A medida visa reduzir a emissão de poluentes e o ruído nas áreas urbanas e de preservação.