Transtorno Afetivo Sazonal: por que ficamos mais tristes no inverno, segundo a psicologia

Segundo a psicóloga Samantha Martin Negrini, esse cenário pode parecer semelhante à depressão, mas não é

Segundo a psicóloga, por mais que esse cenário tenha muitas semelhanças com a depressão habitual, ele ainda conta com algumas leves alterações em relação ao clima

Segundo a psicóloga, por mais que esse cenário tenha muitas semelhanças com a depressão habitual, ele ainda conta com algumas leves alterações em relação ao clima | Andrew Neel/Pexels

Durante o período de inverno, algumas doenças estão mais propensas de acontecer constantemente, já outras acabam se popularizando de uma forma que não imaginamos. O que é o caso da depressão de inverno ou transtorno afetivo sazonal.

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Segundo a psicóloga Samantha Martin Negrini, por mais que esse cenário tenha muitas semelhanças com a depressão habitual, ele ainda conta com algumas leves alterações em relação ao clima.

“Essa depressão sazonal acontece pelo menos em dois anos consecutivos, especificamente em um determinado período do ano, em uma estação”, comenta.

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Quando começa?

De acordo com Samantha, esse cenário começa a se manifestar no finalzinho do outono, e acaba quando começa a primavera. “Esse período de frio e com muito menos sol é comum em países nórdicos onde se tem um dia de curta duração”, explica.

Ela ainda comenta que em situações onde o clima tende a beirar mais para o inverno, como o Canadá e em países europeus (onde há menos incidência solar), algumas pessoas tendem a ter alterações fisiológicas e hormonais e uma baixa importantes nos níveis de vitamina D. É por conta deste último que a depressão se mostra presente.

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“Em alguns casos, aplicamos vitamina D, psicoterapia e até mesmo medicação e o paciente mostra melhora. Então, percebemos uma mudança do padrão, tanto de pensamento e comportamento, por conta da mudança de clima”, comentou a psicóloga. “Quanto menos produção de serotonina, logo ela pode vir a ter um quadro depressivo”. 

Segundo um estudo recente de Harvard, uma das frutas mais que mais colaboram para o alívio dos sintomas de depressão é a laranja.

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Fator genético

Samantha ainda explica que o fator genético pode ser o principal responsável por esse quadro acontecer e os sintomas são os mais diversos.

“Ela muda o comportamento, não sai de casa, se isola dos amigos e conta com todo o padrão característico da doença. No entanto, na região dos países nórdicos, onde a noite costuma a durar mais, os quadros têm acontecido muito com jovens e mulheres”.

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Outro fator que ainda contribui para este quadro nos mais jovens é o uso de substâncias como o álcool.

Tratamentos

A psicóloga ainda destaca que as possibilidades de tratamento são inúmeras, principalmente a fototerapia. “A luz solar, vitamina D, psicoterapia e a mudança do padrão de comportamento e a melhora na alimentação são importantes”.

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Segundo ela, ainda é necessário fazer uma avaliação clínica detalhada para comprovar os possíveis diagnósticos.