Transporte de mulheres da delegacia ao IML é autorizado na Baixada e Vale

A determinação foi dada ano passado pelo diretor da Polícia Civil, Manoel Gatto

Ano passado, um problema sério denunciado com exclusividade pelo Diário do Litoral (DL) foi solucionado, após o diretor da Polícia Civil da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Manoel Gatto Neto, ter autorizado que as DDMs requisitem veículos policiais para transportar mulheres, sem condições financeiras e vítimas de agressões, para os IMLs da região.

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Em Santos, um levantamento realizado pelo vereador santista Lincoln Reis (PR) revelou que uma parte significativa das mulheres que registra o boletim na DDM, que fica no Gonzaga, não tem dinheiro para pegar condução e ir até o IML do Saboó para fazer o exame de corpo de delito. Isso significa que 40% dos inquéritos abertos contra os agressores sejam arquivados por falta de provas.

Riscos

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Na ocasião da denúncia, o vereador lembrou que além de estarem machucadas, fragilizadas e em companhia dos filhos pequenos, elas correm risco, se expondo nas ruas e pontos de ônibus, quando conseguem dinheiro, enquanto os agressores ainda estão soltos.

O parlamentar santista ainda chegou a propor a inversão do horário de atendimento na DDM, passando de 8 às 18 horas, para das 18 às sete da manhã, e que o atendimento fosse prestado por mulheres. “Geralmente, os agressores atuam depois do trabalho – à noite e de madrugada. Além disso, a mulher atende melhor a mulher porque é mais sensível que o homem”, acredita.

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Em Santos, a Secretaria de Desenvolvimento Social, por meio dos centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), realiza atendimento às mulheres vítimas de violência, indivíduos e famílias que necessitam da rede de serviços para orientação, apoio especializado e continuado. Chega até a fornecer um veículo em caso de necessidade.

As dificuldades das mulheres santistas vítimas da violência são um reflexo de toda a Região Metropolitana da Baixada Santista. Somente Santos, Guarujá e Praia Grande possuem IMLs, ou seja, seis dos nove municípios que compõem a base territorial não possuem institutos.