O transporte gratuito que leva moradores de Praia Grande ao Lar das Moças Cegas (LMC), em Santos, será retomado a partir da próxima segunda-feira (23), segundo a Prefeitura.
A informação foi confirmada após uma reunião realizada nesta quinta-feira (19) entre a Secretaria de Inclusão e Diversidade, familiares e pessoas com deficiência visual que utilizam o serviço.
De acordo com a administração municipal, a van não foi cancelada, mas passou por uma readequação administrativa que exigiu estudos técnicos para garantir a continuidade do atendimento de forma regular e permanente.
Durante o encontro, a pasta explicou a situação aos usuários e orientou sobre o uso responsável do transporte, destacando a importância de evitar faltas e atrasos.
Serviço havia gerado preocupação no início do ano letivo
A interrupção do transporte no começo de fevereiro causou apreensão entre famílias que dependem do deslocamento até a instituição.
O problema foi percebido no primeiro dia de aula, quando os usuários aguardaram o veículo que não chegou, afetando cerca de 20 pessoas, entre crianças, adultos e idosos com deficiência visual.
Sem a van porta a porta, a alternativa passou a ser o uso de ônibus intermunicipais, considerado mais difícil e arriscado para quem possui baixa visão ou cegueira, especialmente sem acompanhamento.
Instituição é referência regional
Fundado em 1943, o Lar das Moças Cegas atende gratuitamente aproximadamente 400 pessoas com deficiência visual, oferecendo serviços nas áreas de educação, saúde e assistência social.
Para moradores de Praia Grande, o transporte público especializado é essencial para garantir acesso regular às atividades e terapias.
A prefeitura informou anteriormente que o serviço vinha sendo mantido com recursos provenientes de emenda parlamentar que foi encerrada, o que motivou a necessidade de ajustes administrativos para sua continuidade.
Uso consciente foi tema da reunião
Durante o encontro com as famílias, a Secretaria reforçou que a participação dos usuários é fundamental para a manutenção do serviço, já que ausências e atrasos impactam diretamente a logística e o aproveitamento dos recursos públicos.
Com a retomada prevista, a expectativa é de normalização do atendimento e redução das dificuldades enfrentadas nas últimas semanas por alunos e pacientes que dependem do transporte para frequentar a instituição.
