Tradicional cidade sofre com seca e população enfrenta árduo rodízio de água

Para conseguir operar e levar água para a população, os bairros atendidos foram separados em dois grupos

O Rio Batalha registrou 2,11 metros, quando o nível considerado normal é 3,20 metros

O Rio Batalha registrou 2,11 metros, quando o nível considerado normal é 3,20 metros | Pexels

Na última quinta-feira (28), a população de Bauru, interior de São Paulo, começou a viver com o sistema de rodízio de água.

A medida vale para os bairros que são atendidos pela Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio Batalha.

Em suma, o modelo de fornecimento de água será de 24h com água e 24h sem água.

Em outras palavras, o município terá abastecimento em 24 horas e, nas próximas 24 horas, ele será cortado.

Segundo o Departamento de Água e Esgoto (DAE), a decisão foi tomada porque a lagoa operou em um baixo nível de vazão.

O Rio Batalha registrou 2,11 metros, quando o nível considerado normal é 3,20 metros.

Grupos

Para conseguir operar e levar água para a população, os bairros atendidos foram separados em dois grupos.

O primeiro deles terá água no próximo sábado (30) e na segunda-feira (1º), e assim sucessivamente.

Ele é formado por Vila Independência, Jardim Ouro Verde e Parque dos Sabiás.

O segundo, chamado de Amarelo, terá abastecimento na sexta-feira (29) e no domingo (31), e assim por diante. Ele é formado por Vila Falcão, Vila Alto Paraíso e Vila Industrial.

De acordo com as autoridades, esse sistema de distribuição ficará ativo até que o Rio Batalha volte à normalidade.

Assim como em todo o território brasileiro, em 2024 a cidade de Bauru sofreu com uma seca de níveis considerados históricos.

Naquela ocasião, a população ficou seis meses nesse rodízio.