Cotidiano
Categoria rejeita proposta de 50% do PPR, denuncia falta de transparência e aguarda audiência no TRT que pode definir rumos do impasse
Nova assembleia entre os trabalhadores foi realizada na manhã desta quinta-feira (25) / Reprodução/Instagram
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A crise na limpeza urbana da Baixada Santista ganhou um novo capÃtulo nesta terça-feira (25), com a rejeição unânime da proposta apresentada pelas empresas durante assembleias realizadas pelo Siemaco Baixada Santista.
De acordo com o sindicato, trabalhadores das garagens de Cubatão e São Vicente recusaram o pagamento adicional de 50% do Programa de Participação nos Resultados (PPR) sobre o valor já recebido.
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Na unidade de Santos, operada pela Terra Santos Ambiental, o presidente do sindicato, André Domingues, esteve presente para dialogar com a categoria e apurar a condução da empresa.
Segundo o levantamento feito durante a assembleia, mais de 90% dos trabalhadores afirmaram não ter sido procurados pela empresa para esclarecimentos sobre os critérios utilizados no cálculo dos valores pagos.
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A falta de transparência tem ampliado a insatisfação da categoria, que cobra explicações, valorização profissional e respeito.
Diante do impasse, uma audiência está marcada para esta quarta-feira, às 17h, no Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo.
A expectativa do sindicato é que as empresas apresentem uma proposta considerada adequada pelos trabalhadores, capaz de encerrar o conflito.
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Caso não haja avanço nas negociações, novas assembleias já estão previstas para quinta-feira, quando a categoria deverá deliberar coletivamente sobre os próximos passos do movimento.
Em nota oficial, o grupo formado por Terracom Construções, o Consórcio PG Eco Ambiental e a concessionária Terra Santos Ambiental informou que, em audiência realizada na última sexta-feira (20), foi firmado acordo na Justiça do Trabalho para o encerramento das paralisações.
Segundo as empresas, a decisão garantiu a retomada integral dos serviços de limpeza urbana em cidades como Santos, Praia Grande, Cubatão, Guarujá, Bertioga e São Vicente, com liberação de todas as unidades operacionais para funcionamento normal.
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O grupo afirma ainda que o PPR foi calculado conforme critérios definidos em Acordo Coletivo de Trabalho, com base em indicadores técnicos. No âmbito da conciliação, foi decidido o pagamento adicional equivalente a 50% da métrica atingida pelos trabalhadores, como forma de complementar o valor originalmente apurado.
As empresas destacam que a medida busca reforçar o compromisso com a valorização dos colaboradores e a manutenção dos serviços essenciais, ressaltando a importância do diálogo e da transparência nas relações de trabalho.
Apesar disso, a rejeição da proposta nas assembleias desta terça indica que o impasse ainda está longe de uma solução definitiva.
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