Pedras Grandes, no Sul de Santa Catarina, está prestes a ganhar um cenário digno da Europa. Com pouco mais de 4,2 mil habitantes, o município aposta em uma obra de engenharia audaciosa: uma réplica da Torre de Pisa que será inclinada mecanicamente no dia da inauguração.
Os números da ‘Torre de SC’
Diferente da original italiana, a versão catarinense segue uma escala de 2:1, mas não deixa de impressionar pelos detalhes técnicos:
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Altura: 27 metros (a original tem 56m).
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Diâmetro: 7,5 metros.
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Peso: 1.000 toneladas de aço e concreto.
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Diferencial: Será o primeiro prédio do tipo a ser inclinado propositalmente através de um sistema mecânico.
‘É uma obra icônica. Inclinar mecanicamente um prédio desse peso não é simples, por isso a complexidade da execução’, explica o prefeito Agnaldo Filippi.
Por que a obra atrasou?
Com investimento de R$ 4 milhões, a construção iniciada em 2022 enfrentou desafios logísticos e licitatórios. Após entraves com a empresa executora, a prefeitura prepara uma nova licitação para fevereiro de 2026, com a meta de entregar o monumento até o fim do ano.
Além da Torre: O ‘Vale Italiano’ de Pedras Grandes
A réplica é o carro-chefe de uma estratégia maior para transformar a cidade em um polo de turismo de experiência. A herança da colonização italiana é o fio condutor de outras atrações inusitadas:
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Aço Histórico: Obras de arte feitas com o aço retirado da reforma da Ponte Hercílio Luz, incluindo uma mega pirâmide.
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Transporte Criativo: Uma réplica do 14-Bis e uma gôndola feita de placas de sinalização recicladas.
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Turismo Ferroviário: Uma locomotiva motorizada que resgata a história dos trilhos no Sul do estado.
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Infraestrutura: Ciclovias iluminadas que já atraem praticantes de cicloturismo durante a noite.
Com essa mistura de engenharia ousada e resgate histórico, Pedras Grandes quer provar que a criatividade é o melhor combustível para o desenvolvimento regional.
