Toneladas de cação contaminadas com substância tóxica são barradas no porto

O próprio Ministério da Pesca reforçou diretrizes para alertar sobre os perigos do consumo e a necessidade de proteção da espécie

A carga, proveniente de Taiwan, apresentava níveis de arsênio três vezes acima do limite permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)

A carga, proveniente de Taiwan, apresentava níveis de arsênio três vezes acima do limite permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) | Reprodução/Record

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) impediu a entrada de 77 toneladas de carne de tubarão-azul, conhecido popularmente como cação, no Porto do Rio de Janeiro. 

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A carga, proveniente de Taiwan, apresentava níveis de arsênio três vezes acima do limite permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Devido ao risco à saúde pública, todo o carregamento foi devolvido ao país de origem. Além disso, amostras de dois outros contêineres foram colhidas e encaminhadas para análise, a fim de verificar possíveis contaminações em outros produtos.

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O próprio Ministério da Pesca reforçou diretrizes para alertar sobre os perigos do consumo e a necessidade de proteção da espécie.

Arsênio: um risco invisível

O arsênio é um elemento químico tóxico que, se ingerido em quantidades elevadas, pode causar danos neurológicos e cardíacos. O consumo prolongado pode resultar em problemas graves de saúde.

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O problema em si não é uma novidade. Veja também que estudos revelam alimentos contaminados no litoral brasileiro

Curiosamente, o Brasil é o maior consumidor mundial de carne de tubarão-azul. Por isso, o Ibama estabeleceu normas rigorosas para o comércio da espécie, que já consta na lista de risco de extinção.