‘Toda obra iniciada será entregue’, diz Paulo Alexandre

Em visita à redação do Diário do Litoral, o chefe do Executivo afirmou que, mesmo diante de limitações orçamentárias, a gestão se empenhará para garantir a entrega de todas as obras

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26 JAN 2018Por Rafaella Martinez11h54
Um ano ainda difícil, mas com fôlego para novos e ­grandes projetos. Essa é a garantia do prefeito Paulo Alexandre Barbosa para 2018Foto: Paulo Villaça/DL

Um ano ainda difícil, mas com fôlego para novos e ­grandes projetos. Essa é a garantia do prefeito Paulo Alexandre Barbosa para 2018. Em visita à redação do Diário do Litoral, o chefe do Executivo afirmou que, mesmo diante de limitações orçamentárias, a gestão se empenhará para garantir a entrega de todas as obras e projetos assumidos ­durante a campanha eleitoral até o ­término do mandato, além de avaliar o cenário das eleições de 2018.

Confira a entrevista:

Diário do Litoral – Sabemos que o Brasil enfrenta umas das piores crises econômicas da história, o que impactou significativamente no orçamento das cidades. Quais são as perspectivas para 2018 sob essa ótica de contenção de despesas?

Paulo Alexandre Barbosa –
O ano de 2017 foi um ano desafiador para todo o País e isso se refletiu para os municípios, claro. Mas é também no tempo de maior dificuldade que surgem as melhores oportunidades. Nós procuramos sempre utilizar esse momento para tomar medidas importantes do ponto de vista de ajuste fiscal e equilíbrio econômico financeiro da cidade e que vão permitir a Santos ter uma saúde financeira melhor nos próximos anos. Temos os resultados de algumas medidas adotadas já nesse começo de 2018. Vamos comemorar o aniversário da cidade com a entrega de uma nova escola do Marapé já com o novo padrão de infraestrutura que vamos implantar em todo sistema de ensino. Vamos entregar também a Casa do Educador, um centro de ­capacitação para todos os ­professores da rede ­municipal de ensino, pois sabemos que quanto melhor o processo de formação, maior a qualidade do ensino. Estamos realizando o sonho de mais de 20 anos das famílias da Vila Santa Casa que receberão as chaves de 133 unidades do novo conjunto habitacional. Receberemos hoje também o governador Geraldo Alckmin que vem com boas notícias, liberando R$30 milhões para o Hospital dos ­Estivadores, ­garantindo o ­custeio do hospital durante todo esse ano. Assinamos também uma parceria com a fundação Lusíada que vai ficar responsável por adquirir o terreno e construir dez novas policlínicas a custo zero para o município. São conquistas importes.

Diário do Litoral – Essa mudança do cenário se refletiu nas obras santistas, certo? Temos notado que muitas obras estão paradas na cidade. Outras estão sendo ­tocadas com o aporte de ­empresas através dos Estudos de Impacto de ­Vizinhança (EIVs). Qual o ­motivo dessas paralisações e o que esperar das PPPs ao longo desse ano?

Paulo Alexandre –
Nosso conceito é de um governo de parcerias. Sabemos das limitações orçamentárias do Poder Público e é fundamental que a iniciativa privada participe das ações. A EIV dimensiona o impacto de vizinhança e exige as contrapartidas necessárias para a cidade. É uma iniciativa justa, legal e não deixa de ser uma ação de responsabilidade social das empresas que acabam dando uma contrapartida importante para cidade. Com isso, teremos a oportunidade ao longo desse mandato de realizar mais entregas. Reprogramar o cronograma de entregas foi necessário em função da crise econômica, mas é importante frisar para população: toda obra que foi iniciada será entregue dentro do nosso governo. Todos os projetos  que nós assumimos como compromisso na campanha eleitoral  eu garanto para a população que nós vamos fazer mais do que nós nos comprometemos, mais do que entregamos nesse primeiro mandato. Com recursos próprios, com parcerias com o  Estado e com a União e claro, com apoio da iniciativa privada. Em tempos de crise estamos aumentando a nossa capacidade de investimento com criatividade e também com gestão.

Diário do Litoral – Em relação às obras da entrada da cidade, a perspectiva era que até outubro fosse lançada a licitação para construção da ponte sobre o Rio São Jorge e do viaduto sobre a Via Anchieta e a Avenida Martins Fontes. O quanto isso caminhou?

Paulo Alexandre –
O investimento total de R$900 milhões é dividido entre Município, Estado e União. A parte da cidade, que são R$300 milhões, nós dividimos em quatro licitações. A primeira delas foi publicada e já temos mais de 70% da obras concluídas, como o asfalto da Avenida Martins Fontes e a cobertura dos pontos de ônibus. A etapa dois, que é a pavimentação da Avenida Beira Rio, na Zona Noroeste, foi licitada e houve uma judicialização que nós esperamos superar no mês de fevereiro. A fase 3, que é a construção do viaduto, o nosso objetivo é lançar a licitação de mais de R$105 milhões ainda no mês de fevereiro, Já a etapa 4, que é a ponte, também a ideia é lançar até o primeiro semestre desse ano. O objetivo é que até o final do ano a gente esteja com todas as obras já em andamento.

Diário do Litoral – Prefeito, e em relação às obras para conter o avanço do mar e as ressacas na Ponta da Praia? A Prefeitura vai recorrer?

Paulo Alexandre –
Essa é uma questão onde a prefeitura atuou de uma maneira muito concreta e transparente. Nós fizemos uma parceria com a Unicamp onde os técnicos apontaram uma solução com um projeto piloto para que a gente possa diminuir a energia das ondas e reduzir os efeitos da ressaca na Ponta da Praia. Baseado nesse estudo a Prefeitura consultou os órgãos ambientais e todos os demais órgãos competentes para saber da viabilidade do projeto e não houve restrição de nenhum órgão, inclusive do próprio Ibama e da Cetesb, que não se julgaram competentes para fazer o licenciamento dessa obra que era de impacto baixo. A Prefeitura portanto começou a obra e a questão foi judicializada pelo Ministério Público e há um conflito  de competência. A Prefeitura fez a sua parte e agora vai entrar com uma medida judicial exigindo que algum órgão faça esse licenciamento para que a gente possa seguir em frente com esse projeto que é importante, pois a população será impactada com uma nova temporada de ressaca e essa responsabilidade não será da prefeitura, que está sendo ­obstaculizada. A obra tem uma janela meteorológica para ­acontecer e se não acontecer dentro do prazo não ocorrerá, pois ela perde todo sentido e não vamos desperdiçar ­dinheiro ­público.

Diário do Litoral – Santos é uma das melhores cidades para a terceira idade. No entanto, com as universidades, atrai também muitos jovens. Como pensar a cidade em termos de diversão, lazer e entretenimento para esses dois públicos?

Paulo Alexandre –
Construindo uma cidade para todos. Esse é o nosso objetivo: trabalhar para todos os santistas, principalmente os que estão em maior vulnerabilidade social. Santos se tornou um grande polo universitário e a nossa expectativa é que as pessoas que aqui se formam possam se fixar na cidade e seguir carreira. Teremos esse ano a entrega do Parque Tecnológico e o início do Centro de Pesquisas da Petrobras. Queremos também explorar todo potencial que a cidade tem de qualidade de vida, como equipamentos de assistência social e saúde. Vamos investir na rede de proteção, especialmente na área da educação. A questão da segurança também é essencial para que todas faixas etárias tenham uma cidade segura. São avanços importantes para que possamos ter um cidade para todos. Essa é a vocação de Santos.

Diário do Litoral – O que esperar do cenário político para 2018?

Paulo Alexandre –
É um momento importante para a população escolher o futuro que quer para os seus filhos. Aqui em São Paulo tivemos um Estado que sobreviveu à crise econômica que se instalou no Brasil e por que isso aconteceu? Com uma politica fiscal responsável e gestão. Acho que essa estabilidade que São Paulo experimentou nos últimos anos, liderada pelo governador Geraldo Alckmin é o que o país precisa para que possa retomar o rumo do desenvolvimento e gerar ­emprego e renda.

Diário do Litoral – Que mensagem o senhor deixa para a população santista nesse aniversário?

Paulo Alexandre –
Uma mensagem de otimismo. Em 2017 tivemos o espirito do santista genuíno na Administração, que é o espirito de luta e de superação para vencer os obstáculos. E vencemos. Entramos em 2018 muito melhor que 2017 e tenho certeza que esse ano será positivo e repleto de avanços estratégicos que vão ajudar a consolidar a posição de Santos no cenário nacional. Nesse quinto ano de mandato eu diria que estou mais experiente, mais calejado e muito mais motivado para superar os desafios e para que Santos possa seguir em frente.