Cotidiano

The Last of Us brasileiro: Conheça o novo 'fungo zumbi' descoberto no Rio de Janeiro

O organismo é tão impressionante que foi eleito pelo renomado Kew Gardens, de Londres, como uma das 10 descobertas mais importantes do mundo em 2025

Ana Clara Durazzo

Publicado em 02/02/2026 às 09:00

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Pesquisadores identificaram em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, uma nova espécie de fungo zumbi especializada em infectar e 'tomar o controle' de aranha / Joao Paulo Machado De Araujo/BBC News Brasil

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O que parecia restrito às telas de cinema e aos jogos de videogame acaba de ganhar um capítulo real na Mata Atlântica. Pesquisadores identificaram em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, uma nova espécie de fungo zumbi especializada em infectar e 'tomar o controle' de aranhas.

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Batizado de Purpureocillium atlanticum, o organismo é tão impressionante que foi eleito pelo renomado Kew Gardens, de Londres, como uma das 10 descobertas mais importantes do mundo em 2025.

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O Ataque: Como a aranha vira 'hospedeira'

O processo de infecção parece saído de um filme de terror. O fungo não apenas mata o hospedeiro, ele o utiliza como uma fábrica biológica:

  1. Invasão: Os esporos perfuram o 'esqueleto' da aranha e atingem o sangue do animal.

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  2. Guerra Química: O fungo libera substâncias para desativar o sistema imunológico da aranha.

  3. Dominação: Após a morte, o corpo da aranha é totalmente tomado. O fungo cresce de dentro para fora, rompendo a terra para liberar novos esporos e infectar as próximas vítimas.

Conexão com The Last of Us

Diferente da ficção, onde o fungo ataca humanos, o Purpureocillium atlanticum é um 'primo' evolutivo do famoso Ophiocordyceps. Enquanto na série o fungo controla a mente, na vida real ele é uma máquina de sobrevivência altamente especializada em artrópodes.

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Fique tranquilo: Os cientistas reforçam que não há qualquer risco de uma pandemia humana. O fungo é exclusivo para aranhas de alçapão.

Tecnologia de Ponta na Floresta

A descoberta só foi possível graças a um 'laboratório de bolso'. Os pesquisadores usaram o Oxford Nanopore, um sequenciador genético portátil que permitiu confirmar que se tratava de uma espécie inédita ali mesmo, no meio da mata, com o fungo ainda fresco.

Ouro Químico: Por que isso importa?

Além do susto, o fungo pode esconder a cura para doenças. Para dominar a aranha e vencer bactérias na floresta, ele produz antibióticos potentes.

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  • Estimativa: Existem 2,5 milhões de fungos no mundo.

  • Realidade: Apenas 10% foram descritos pela ciência até agora.

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