Terreno vazio: Morador do Campo Grande espera providências da Prefeitura

Preocupado com a proliferação da dengue e de ratos e com o risco de desabamento, munícipe aguarda solução da Prefeitura há mais de um mês

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19 OUT 201115h31

O portuário aposentado Cláudio Sérgio Contro, morador na Rua Almirante Barroso, nº 162, no bairro do Campo Grande, vê o perigo anunciado todos os dias da janela do seu apartamento. Num terreno, que já abrigou um estacionamento, há pneus espalhados a céu aberto. Ambiente ideal para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, numa cidade como Santos que é úmida, chuvosa e tem histórico de epidemias de dengue.

Só neste ano, o Campo Grande foi um dos bairros com maior número de casos notificados de dengue, segundo informações que constam no site da própria Prefeitura. Em junho desse ano, dos 75 casos registrados, o Boqueirão liderava o ranking com 23, seguido do Campo Grande e Gonzaga, com oito casos cada.

“Aqui era um estacionamento que está desativado entre 60 a 90 dias. Como vocês podem ver tem aqueles pneus ali que acondicionam água favorecendo a dengue”, mostrou o aposentado Cláudio Sérgio Contro à reportagem, da janela de seu apartamento.

Além disso, o munícipe chamou a atenção da equipe de reportagem para o acúmulo de restos de madeira e caibros, entre outros materiais jogados no terreno. “Esse acúmulo de lixo está atraindo ratos, moscas e mosquitos para cá. A minha casa está cheia de moscas e mosquitos”, reclamou o aposentado.

Além dos problemas de saúde pública, o imóvel de alvenaria construído no terreno está em péssimo estado de conservação. O imóvel é antigo e as paredes que dão para a calçada estão se desfazendo. As telhas estão caindo e o mato cresce por entre as frestas do imóvel.

Preocupado com sua família e também com os vizinhos e crianças, o senhor Cláudio recorreu à Ouvidoria da Prefeitura de Santos. No dia 12 de setembro, o aposentado ligou para o telefone da Ouvidoria 0800 112056 e registrou a reclamação. Ele recebeu um número de protocolo da servidora que o atendeu, mas até a última quarta-feira, dia 19, nenhum retorno ocorreu. “Ninguém me ligou para dar um retorno e também não vi ninguém da Prefeitura fazendo a vistoria no terreno”, afirmou o munícipe.

Cansado de esperar, o aposentado acionou novamente a Prefeitura, desta vez pelo Disque-Dengue no telefone 3225- 8680 e 0800 7700732. “A moça que me atendeu disse que a minha solicitação seria atendida em até 10 dias, hoje já é dia 19 (quarta-feira), portanto já se passaram 15 dias”, queixou-se o munícipe. “A gente faz a nossa parte, mas o poder público não”, emendou indignado o morador do Campo Grande.

O senhor Cláudio mencionou ainda um fato mais preocupante. “Numa noite dessas tentaram invadir o terreno e o pessoal que mora aqui impediu”. A entrada do terreno é fechada apenas com um portão de madeirite, trancado com uma pequena corrente, e não tem vigia.

Resposta da Prefeitura

Todos os problemas apontados pelo munícipe foram questionados junto à Prefeitura que se limitou a enviar reposta da Secretaria de Saúde. “A equipe de agentes de controle de vetores da Secretaria Municipal de Saúde já visitou o imóvel citado, mas não obteve acesso ao mesmo. Em virtude disso, o proprietário será intimado nos próximos dias, via publicação no Diário Oficial, a permitir o trabalho de vistoria. Caso a determinação não seja cumprida estará sujeito a multa de R$ 5 mil como prevê a Lei Complementar nº 681/2010”.