Terracom deve faturar R$ 356 milhões

Prestadora mantém sete contratos na Baixada Santista

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01 FEV 201510h15

O lixo produzido por sete cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista deverá proporcionar à Terracom Construções — detentora do maior número de contratos — ganhos na ordem de R$ 356 milhões, o equivalente a R$ 975 mil por dia pela prestação do serviço de coleta e destinação final de resíduos sólidos em 2015.

A Terracom presta serviços em Santos, Praia Grande, Guarujá, Bertioga, São Vicente, Cubatão e Mongaguá. Somente as duas cidades do Litoral Sul da Baixada — Itanhaém e Peruíbe — não são atendidas pela empresa que, só como curiosidade, pode faturar este ano R$ 93 milhões a mais que o maior prêmio da história da Mega-Sena, que foi de R$ 263 milhões, registrado em 31 de dezembro do ano passado.

Com exceção de Mongaguá e São Vicente, o levantamento é baseado em informações das prefeituras. A cidade que mais deve gastar com lixo este ano é Santos. O contrato deste ano prevê R$ 105 milhões, mesmo valor do ano passado. Com 420 mil habitantes, segundo último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor gasto por pessoa é R$ 250,00 por ano. A coleta na Cidade é diária.

Praia Grande é a segunda cidade que mais deve gastar com o lixo produzido por seus 293 mil habitantes. O Município está sob um contrato emergencial de R$ 17,8 milhões até este mês, quando acontecerá a concorrência pública. Ano passado, a Administração gastou R$ 87 milhões ou R$ 296,00 por pessoa para recolher e tratar o lixo. Esse valor deve permanecer em 2015. A coleta é três vezes por semana.

Coleta de lixo— É diária em Santos, Cubatão e Mongaguá (Foto: Luiz Torres/DL)

Não se sabe o motivo, mas Guarujá deve gastar R$ 22 milhões a mais que no ano passado, quando desembolsou R$ 51 milhões. A Pérola da Atlântico é a terceira cidade com maior contrato de lixo com a Terracom: R$ 73 milhões. Com 290 mil habitantes, o custo por pessoa será de R$ 252,00 este ano.

A coleta é três vezes por semana. Com 55 mil habitantes, Bertioga pretende gastar este ano R$ 38 milhões para recolher e destinar o lixo. É a cidade em que o lixo por habitante sai mais caro: R$ 691,00. A coleta mescla diária e três vezes por semana (bairros periféricos). O contrato com a Terracom vence em agosto próximo.

São Vicente não enviou dados recentes mas, segundo os últimos levantamentos, o contrato de 2014 foi de R$ 26 milhões. O valor deve se repetir este ano o que faz com que o custo do serviço por cada um de seus 332 mil habitantes represente R$ 78,00. A coleta de lixo no Município é três vezes por semana.

Cubatão e Mongaguá são as que menos gastam com o serviço de coleta e destinação final de resíduos sólidos. O contrato de Cubatão com a Terracom é de R$ 19 milhões (mesmo do ano passado) que, divididos por 119 mil habitantes, perfaz um custo de R$ 159,00 por pessoa.

A Prefeitura de Mongaguá não encaminhou informações, mas a Reportagem descobriu que o contrato é de R$ 8 milhões. Portanto, o custo por pessoa é de R$ 174,00 no Município que possui 46 mil habitantes.

Nas duas cidades, a coleta é diária.

As cidades de Itanhaém e Peruíbe não são atendidas pela Terracom. Itanhaém pretende gastar somente R$ 6 milhões e Peruíbe R$ 37 milhões. Os valores de ambas as cidades são baseados pelo número de moradias e não por habitantes.

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