Cotidiano
Conhecida como a 'Ilha do Amor' e 'Atenas Brasileira', a cidade guarda o maior conjunto de azulejos portugueses da América Latina, um tesouro concentrado em seu Centro Histórico
Essa importância histórica fez com que a cidade recebesse o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, preservando mais de 3.500 casarões tombados / ImageFX
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Localizada na ilha de Upaon-Açu, no litoral do Maranhão, São Luís é um dos destinos mais surpreendentes do país. Conhecida como a 'Ilha do Amor' e 'Atenas Brasileira', a cidade vai muito além de ser apenas a porta de entrada para os famosos Lençóis Maranhenses. Ela guarda o maior conjunto de azulejos portugueses da América Latina, um tesouro concentrado em seu Centro Histórico que parece um livro de história a céu aberto.
Diferente da maioria das capitais brasileiras, São Luís teve uma fundação francesa em 1612, liderada por Daniel de La Touche. Somente após a retomada do território é que os portugueses moldaram o traçado urbano e a arquitetura colonial que vemos hoje. Essa importância histórica fez com que a cidade recebesse o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, preservando mais de 3.500 casarões tombados.
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Os icônicos azulejos azuis e amarelos que revestem as fachadas da capital não são apenas enfeite. Na 'Terra dos Azulejos', essa cerâmica cumpre funções práticas essenciais: ajudam a reduzir a temperatura interna dos casarões sob o sol equatorial, protegem as paredes contra a umidade intensa e resistem à maresia do litoral maranhense. O resultado é um cenário único e extremamente 'instagramável'.
Culturalmente, São Luís pulsa em um ritmo diferente do resto do Brasil. Considerada a Capital Nacional do Reggae, a cidade adaptou o ritmo caribenho ao seu próprio estilo: lá, o reggae é dançado coladinho, passando de geração em geração. A capital abriga inclusive o primeiro museu dedicado ao gênero fora da Jamaica, celebrando a cultura das potentes radiolas que ecoam pelos bairros históricos.
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Caminhar pela Rua Portugal é obrigatório para quem busca a maior concentração de fachadas azulejadas. Para quem prefere um visual moderno, o Espigão Costeiro na Ponta d’Areia é o ponto de encontro perfeito para assistir ao pôr do sol sobre o mar. Já o Palácio dos Leões, sede do governo estadual, oferece uma das vistas mais marcantes para a Baía de São Marcos. Se sobrar tempo, a vizinha Alcântara convida para uma viagem no tempo entre ruínas e o saboroso doce de espécie.
A experiência ludovicense se completa à mesa. Provar o autêntico arroz de cuxá e o tradicional guaraná Jesus é parte essencial do roteiro. Se a visita for entre junho e julho, o viajante ainda vive o Bumba Meu Boi, uma das manifestações folclóricas mais vibrantes e coloridas do Brasil, que transforma as ruas em um espetáculo de som e cores.