A cidade trata a figura como parte do seu DNA cultural e se consolidou como um dos maiores polos de preservação do folclore no Brasil / Divulgação/PMB
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Enquanto muitas cidades tentam se destacar com arranha-céus, shopping centers e modernidade, Botucatu, no interior de São Paulo, escolheu outro caminho — e virou símbolo nacional por um motivo inusitado: lá, o Saci não é só lenda. É patrimônio.
Reconhecida oficialmente como a Capital Nacional do Saci, a cidade mantém viva uma tradição que atravessa gerações e coloca o personagem do gorro vermelho no centro da identidade local. Em Botucatu, o folclore não ficou preso nos livros escolares: ele aparece em festivais, artesanato e até em histórias que moradores garantem ser reais.
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Botucatu não apenas abraçou o Saci como mascote. A cidade trata a figura como parte do seu DNA cultural e se consolidou como um dos maiores polos de preservação do folclore no Brasil.
Um dos marcos dessa ligação é a presença da Associação Nacional dos Criadores de Saci (ANCS), entidade que reforça o Saci como símbolo de tradição e memória popular.
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Mais do que um personagem infantil, o Saci representa uma herança caipira que resistiu ao tempo e às modas — e que segue encantando turistas e moradores.
Em Botucatu, existe uma frase que não soa como brincadeira: “o Saci passou por aqui.”
Moradores antigos juram que sinais típicos da lenda ainda acontecem, principalmente durante a noite. O mais famoso deles é clássico:
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crinas de cavalos trançadas misteriosamente ao amanhecer, como se alguém tivesse brincado com os animais durante a madrugada.
Para quem cresce na cidade, essas histórias não são apenas folclore contado por avós: fazem parte da vida, do imaginário e da curiosidade que atravessa a comunidade.
O título de “Terra do Saci” também fortaleceu o turismo cultural. Para visitantes, Botucatu oferece uma experiência diferente, misturando:
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festivais temáticos
artesanato inspirado no personagem
representações do Saci em souvenirs e referências locais
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O resultado é uma cidade com clima lúdico, que atrai famílias e crianças — e ao mesmo tempo preserva a tradição de forma respeitosa.
O personagem se transforma em ponte entre gerações: mantém viva a cultura popular e cria um “selo” único para o município.
Além do Saci, Botucatu já é conhecida como a “Cidade dos Bons Ares” (significado tupi do nome) e tem forte presença universitária, sendo sede de um campus importante da UNESP.
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Mas é o folclore que dá à cidade um diferencial raro no Brasil: Botucatu não tenta parecer com outras cidades — ela assume a própria história.
E nesse roteiro, o Saci deixou de ser apenas um mito da cultura brasileira para virar protagonista de uma cidade inteira.
A resposta está no conjunto:
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reconhecimento oficial como Capital Nacional do Saci
existência da ANCS
tradição oral preservada por moradores
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festivais e produção cultural local
turismo baseado em identidade (e não só em paisagem)
No fim, Botucatu prova que o Brasil ainda tem cidades onde o folclore não está desaparecendo — está sendo celebrado.