Terminal aposta em vegetação para mudar aspecto de muro na Avenida Mário Covas

O trabalho paisagístico conta com 12 espécies de árvores nativas do País e outras espécies vegetais, incluindo plantas e flores

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24 SET 2018Por Da Reportagem16h20
Trecho ganhará novo cenário com o projeto Muro VerdeFoto: Divulgação/PMS

Um trecho de 300 metros de muro na Avenida Mário Covas, na Ponta da Praia, ganhará novo cenário com o projeto Muro Verde, do terminal portuário pertencente à empresa ADM do Brasil. O trabalho paisagístico conta com 12 espécies de árvores nativas do País e outras espécies vegetais, incluindo plantas e flores.

Com o objetivo de reduzir o impacto da emissão de material particulado, a iniciativa foi anunciada oficialmente nesta segunda-feira (24).

Para o secretário de Assuntos Portuários, Indústria e Comércio (Sapic), Omar Silva Júnior, a medida representa um aprendizado em termos de sustentabilidade, além de melhorar a estética do local. "É uma realização muito importante para a Cidade. As pessoas que passam por aqui vão ver o porto de uma maneira diferente".

Responsável pelo projeto, o paisagista santista Roberto de Sá acredita que em até seis meses as trepadeiras plantadas já terão crescido o suficiente para penetrar os vãos de coloridas placas em aço patinável (mais resistente à corrosão), moldadas a laser com base nos contornos de árvores brasileiras. "O trabalho incluiu fotografia e computação gráfica", conta, apostando na criação de um novo ambiente. "Não será um simples alambrado. Vamos tirar a dureza desta área".

Segundo o diretor de portos e logística da ADM do Brasil, Eduardo Rodrigues, o objetivo do Muro Verde é "manter o máximo de interação entre o porto e a Cidade". "Implantamos um conceito muito moderno, com cores, movimento e iluminação, proporcionando mais harmonia e tornando a região mais aprazível".

Representantes

Moradores da comunidade conhecida como Vila Sapo (na Ponta da Praia), vizinha ao terminal, compareceram à cerimônia de lançamento do projeto e relembraram as audiências realizadas com moradores sobre impactos das atividades da empresa.

Também estiveram presentes representantes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Câmara Municipal.

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