Terceira pista da Anchieta-Imigrantes pode afetar área de proteção ambiental

Ministério Público vai avaliar riscos ambientais e impactos às comunidades locais antes da liberação da obra.

A previsão é que o projeto executivo esteja finalizado e certificado até o fim do primeiro semestre de 2026

A nova pista da Imigrantes terá 21 km de extensão, com início no km 43 da rodovia | Renan Lousada/DL

O avanço da terceira pista do Sistema Anchieta- Imigrantes, que promote construir o maior túnel rodoviário do Brasil, chegou em mais uma etapa do processo. Na última semana, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito que acompanhará o licenciamento ambiental da proposta.

O procedimento, instaurado pela promotota de Justiça Almachia Zwarg Acerbi, do Núcleo Baixada Santista do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), tem como objetivo fiscalizar a regularidade do processo, avaliando os potenciais riscos ambientais da obra e coletar informações necessárias.

Coordenador pela concessionária Ecovias Imigrantes, passa por São Bernardo do Campo, São Vicente e Cubatão, com extensão de 21,5 km. Contudo, parte do traçado está inserida em área de proteção ambiental, o que exige análise rígida dos impactos a comunidades locais e ao meio ambiente.

Entre as medidas iniciais, foram requisitadas informações atualizadas à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) sobre a tramitação do pedido de licença prévia para as obras.

Ao Centro de Apoio à Execução (CAEX) do MPSP Almachia pediu a elaboração de parecer técnico para avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e identificar eventuais alternativas de localização menos impactantes, nos âmbitos ambiental e econômico, com vistas a aumentar e melhorar o fluxo de cargas ao complexo portuário de Santos.