O Adidas Superstar é um calçado que atingiu o ápice de popularidade na década de 1990 / Pexels
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O atual mercado da moda se preparar para resgatar um de sos maiores fenômenos comerciais da última década, o Adidas Superstar, um calçado que atingiu o ápice de popularidade na década de 1990 e voltou a viralizar em meados de 2016.
Na década passada, o modelo registrou um crescimento recorde de 286% nas buscas globais. Agora, volta a figurar como protagonista no guarda-roupa contemporâneo. O movimento, impulsionado pelo ciclo de dez anos da moda retrô, reafirma a perenidade de modelos clássicos que conseguem transitar entre diferentes gerações e subculturas.
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Ao contrário da tendência observada em 2016, quando celebridades como Kylie Jenner e Victoria Beckham utilizavam o modelo para romper com a rigidez do traje executivo, a reintrodução do Superstar em 2026 ocorre de forma mais sofisticada e intencional.
Analistas de estilo destacam que o calçado agora é integrado a silhuetas mais amplas e cortes de alfaiataria moderna. A combinação de calças baggy com blazers estruturados em tons neutros tornou-se a nova norma para o ambiente de trabalho que exige equilíbrio entre conforto e autoridade.
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A versatilidade do modelo, caracterizado por sua biqueira "shell toe", também se estende ao vestuário feminino de gala e casual chic. A tendência atual prioriza o contraste harmônico: o peso visual do tênis é utilizado para ancorar tecidos fluidos, como saias midi plissadas ou vestidos de tecidos leves.
Essa abordagem reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que busca investimentos em peças duráveis e esteticamente versáteis, capazes de sustentar o visual do lazer aos compromissos sociais de maior prestígio.
Especialistas reforçam que a consolidação do calçado branco como base neutra para qualquer composição elevou o Superstar de item esportivo a acessório de design.
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Dez anos após sua última grande onda de consumo, o modelo não apenas resgata a nostalgia de meados da década de 2010, mas estabelece novos padrões de elegância prática. O fenômeno evidencia que, em 2026, a moda não busca apenas o novo, mas a reinterpretação de clássicos que já provaram sua relevância cultural e comercial.