Tendência macabra? Clínicas de luxo usam gordura de doadores mortos em preenchimentos estéticos

O uso do AlloClae, um preenchimento feito de gordura humana de doadores cadáveres, está atraindo pacientes que buscam o corpo perfeito sem passar pelo bisturi

O que parece roteiro de filme de ficção científica é realidade em clínicas de alto padrão na Nova York e Califórnia

O que parece roteiro de filme de ficção científica é realidade em clínicas de alto padrão na Nova York e Califórnia | ImageFX

O que parece roteiro de filme de ficção científica é realidade em clínicas de alto padrão na Nova York e Califórnia. O uso do AlloClae, um preenchimento feito de gordura humana de doadores cadáveres, está atraindo pacientes que buscam o corpo perfeito sem passar pelo bisturi.

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Recentemente, um marco sem precedentes na medicina aconteceu em Barcelona. Pela primeira vez na história, cirurgiões realizaram um transplante facial utilizando o rosto de uma paciente que havia solicitado a morte assistida (eutanásia).

Os números que impressionam:

  • Preço: Entre R$ 52 mil e R$ 520 mil por aplicação.

  • Tempo: Procedimentos feitos em menos de 2 horas (sem anestesia).

  • Origem: Doadores que autorizaram especificamente o uso do corpo para a ciência.

‘Reciclagem’ ética ou tabu?

Para os pacientes, como uma moradora de Manhattan que gastou R$ 235 mil no procedimento, o método é visto como uma evolução. ‘É altamente regulamentado e de origem ética. É como se estivéssemos reciclando’, relatou ao New York Post.

Por que a procura é tão alta?

  1. Conveniência: Pacientes podem fazer a aplicação e voltar ao trabalho no mesmo dia.

  2. Falta de gordura própria: Ideal para pessoas muito magras que não têm onde fazer lipoaspiração para enxerto.

  3. Correções rápidas: Excelente para ajustar imperfeições de cirurgias plásticas anteriores.

Doação de órgãos não inclui fins estéticos

É importante ressaltar: marcar a opção de ‘doador’ na carteira de motorista não permite o uso dos seus tecidos para fins estéticos. A gordura do AlloClae vem de programas específicos de doação de corpo inteiro, com triagem rigorosa para evitar doenças.

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‘As pessoas pagam pela conveniência. Não há tempo de recuperação nem procedimento agressivo’, afirma o cirurgião Sachin Shridharani.

O risco do desconhecido

Apesar do sucesso em nichos milionários, especialistas alertam: não existem estudos de longo prazo (de 3 a 5 anos) sobre como essa gordura estrangeira se comporta no corpo humano após muito tempo. Por enquanto, o método permanece como uma raridade exclusiva para quem pode pagar caro pelo risco.