Temido médico nazista vivia no interior e morreu em famosa praia do litoral

O Diário do Litoral te conta tudo sobre essa história que revira as páginas da nossa história

Naquela época, a cidade de Bertioga era apenas um distrito do município de Santos

Naquela época, a cidade de Bertioga era apenas um distrito do município de Santos | Reprodução

Não é segredo para ninguém que o estado paulista esconde diversos segredos e histórias marcantes. Mas você sabia que uma cidade do interior de São Paulo já foi o lar de um temido médico nazista? E que uma praia famosa foi seu destino final? O Diário do Litoral te conta tudo sobre esse fato.

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As atrocidades cometidas pelo cientista aconteceram durante a Segunda Guerra Mundial, conflito bélico que durou de 1939 a 1945. Esse caso aconteceu apenas 34 anos depois do fim da disputa na Praia da Enseada, em Bertioga.

Naquela época, a cidade de Bertioga era apenas um distrito do município de Santos. E apesar de não possui relatos de atividades relacionadas ao partido nazista no Litoral de São Paulo, ela, assim como hoje, tinha muito público em visitas.

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Na tarde daquele 7 de fevereiro de 1979, só havia um cadáver e um casal de austríacos, Wolfram e Liselotte Bossert. A vítima, um homem que sofreu um mal súbito nas águas bertioguenses, tinha nos documentos o nome de Wolfgang Gerhard, um austríaco de 54 anos. No entanto, se trava de Mengele. 

Esse foi o caso de Mengele, que mesmo se escondendo no interior do estado, tinha a praia como refúgio de seus fantasmas e crises. O peso de ter levado inúmeros judeus à morte o atormentava regularmente, assim como a paranoia de ser capturado.

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Acredita-se que a amizade com adeptos das ideologias que estavam no país há mais tempo o fizeram tomar gosto pela coisa.

Veja também que um nazista pioneiro da aviação mundial morou em Santos, no litoral de SP.    

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Naquela altura, Mengele, acusado de ter mandado milhares de prisioneiros para campos de concentração e de ter liderado experimentos científicos e crueis com mais de três mil gêmeos,  tinha uma recompensa de US$ 3,4 milhões, algo em torno de R$ 12 milhões, por sua cabeça.

O nome falso fazia parte de uma lista vasta de outras identidades utilizadas por ele.  A lista é composta por: Fritz Ullmann, Helmut Gregor, Fausto Rindón, Peter Hochbichler e Wolfgang Gerhard.

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Mas por que o Brasil? 

De acordo com especialistas, a ideia original era a Argentina. O local tinha mais adeptos ao Nazismo e não tinham a presença de povos indígenas e negros, como no Brasil, outras vítimas do preconceito da doutrina politica.  

No entanto, a captura e morte de Adolf Eichmann, outro membro do partido alemão, em solo argentino, o fez mudar de ideia. 

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Sua vida em terras brasileiras se deu em cidades do interior de São Paulo, como Serra Negra. 

A verdade

A verdadeira alcunha só foi descoberta devido à interceptação de cartas de um antigo funcionário de Mengele. Se não fosse a cooperação da Polícia Alemã e a brasileira, ele estaria enterrado até hoje em Embu das Artes.

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Com a suspeita, o corpo foi exumado e com os devidos experimentos realizados, a sua identidade foi comprovada. 

A ossada de Josef Mengele é utilizada pela USP desde 2016 em estudos da Medicina Forense.