O deputado estadual Caio França (PSB) manifestou-se contrário à instalação de pórticos de pedágio no sistema free flow nas rodovias do estado de São Paulo. O plano do governo estadual prevê a implementação de 58 pórticos desse tipo até 2030, visando substituir as tradicionais praças de pedágio e promover maior fluidez no tráfego.
“O problema é a quantidade e a localização dos pórticos. Eles estão sendo colocados em média a cada 15km. Ou seja, em alguns casos até quem circula dentro da sua cidade pode acabar pagando pedágio (é o caso de Sorocaba). Fora que nem todo mundo usa tag, então já procure instalar o seu”, publicou em suas redes sociais.
Atualmente, três pórticos estão em operação: dois sob responsabilidade da concessionária EcoNoroeste e um operado pela Tamoios. A distribuição dos futuros pórticos entre as concessionárias será a seguinte:
- EcoNoroeste: instalação de mais 8 pórticos;
- Via SP Serra: 2 pórticos no trecho norte do Rodoanel Mário Covas;
- Novo Litoral: 15 pórticos;
- CCR Sorocabana: 23 pórticos;
- Ecovias Raposo Castello: 7 pórticos.
Até 2030, o estado de São Paulo prevê a instalação de 58 pórticos com sistema de pedágio Free Flow.
Para o ano de 2025, está prevista a instalação de oito pórticos. Um deles será no trecho norte do Rodoanel Mário Covas, com entrega prevista para setembro, operado pela Via SP Serra. Os outros sete serão instalados pela Concessionária Novo Litoral, abrangendo as regiões da Baixada Santista, Alto Tietê e Vale do Ribeira.
O sistema free flow funciona por meio de pórticos equipados com sensores e câmeras que identificam e tarifam os veículos automaticamente, seja por meio de tags eletrônicas ou pela leitura das placas. As tarifas variam conforme o trecho percorrido e, em alguns casos, há descontos para usuários frequentes e para aqueles que utilizam tags de pagamento automático.
O posicionamento do deputado Caio França reflete as preocupações de alguns setores da sociedade em relação à implementação desse novo modelo de pedágio, especialmente no que tange aos impactos financeiros para os usuários e à eficácia do sistema na melhoria do tráfego nas rodovias paulistas.
