Taxa de iluminação pode ser reduzida em Cubatão

Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Cubatão, vereadores assinaram um compromisso de exigir da prefeitura um decreto para alterar a lei atual

A insatisfação dos comerciantes, manifestada pela Diretoria da Associação Comercial e Industrial de Cubatão (ACIC) numa reunião realizada ontem na Câmara, deverá proporcionar uma redução significativa na taxa de iluminação pública, instituída desde o ano passado pelo prefeito Ademário Silva (PSDB). De acordo com o presidente da ACIC, Geraldo Adelino Gouveia de Freitas, os vereadores assinaram um compromisso de exigir de Ademário um decreto para alterar a lei que instituiu a cobrança.

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“Os vereadores aceitaram que a taxa cobrada para residências passará a ser R$ 10,00; para o comércio R$ 18,00 e para a indústria R$ 1 mil. Atualmente, tem comerciante que paga R$ 100,00 e outros que chegam a pagar R$ 1 mil. Foi uma vitória da Associação”, disse ontem, por telefone, Geraldo de Freitas.         

A taxa foi aprovada em novembro do ano passado pelos próprios vereadores. Um ofício, encaminhado ao presidente da Câmara, Rodrigo Ramos Soares (PSDB), informou que os comerciantes estão sendo surpreendidos com a cobrança muito superior ao que se pratica nas cidades vizinhas, em que as taxas recaem sobre as unidades consumidoras, independente do consumo.

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“A taxa, inclusa na cobrança da CPFL (Companhia Piratininga de Força e Luz), se revela inviável e, segundo o entendimento da Associação, já há jurisprudência de inconstitucionalidade nessa forma de cobrança”, afirmou o presidente no ofício.

Por ofício, o vereador Antônio Vieira da Silva, o Toninho Vieira (do próprio partido do prefeito) está solicitando do Executivo a suspensão da taxa efetuada pela CPFL até que seja concluído a licitação pública para a contratação da empresa que irá prestar o serviço de iluminação pública.
“Solicito ainda que seja realizada a devolução dos devidos valores pagos”, sugere o vereador.    

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Quando a proposta foi aprovada, os únicos parlamentares contrários à cobrança foram Rafael de Souza Villar, o Rafael Tucla (PT) e  Toninho Vieira.

Ano passado, a Prefeitura argumentou que a Constituição Federal já definiu a iluminação pública como atribuição dos municípios e, no artigo 149, tratou da criação da contribuição específica, inclusive permitindo que seja incluída na fatura da energia elétrica. O Município já arcava com essa despesa, desviando para isso recursos de outros setores.

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Ainda segundo a Administração, a taxa é cobrada em todos os demais municípios da Região Metropolitana, pois alguns iniciaram os procedimentos legais cerca de quinze anos atrás.