A iniciativa busca recuperar funções ecológicas fundamentais desempenhadas pela espécie / Divulgação/Zoológico da Filadélfia
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Quase um século e meio após desaparecerem da Ilha Floreana, no arquipélago de Galápagos, as tartarugas-gigantes voltaram a habitar a região. Autoridades do Equador realizaram a soltura de 158 exemplares juvenis na última sexta-feira, dando início a um ambicioso programa de restauração ambiental que pretende reintroduzir até 700 animais na ilha.
A iniciativa busca recuperar funções ecológicas fundamentais desempenhadas pela espécie, considerada uma verdadeira “engenheira do ecossistema”.
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As tartarugas ajudam na dispersão de sementes, no controle da vegetação e na regeneração natural do habitat — processos essenciais para o equilíbrio ambiental da ilha.
As tartarugas nativas de Floreana desapareceram no século XIX, vítimas da exploração humana, caça intensiva, incêndios e da introdução de mamíferos invasores. O repovoamento atual utiliza animais com forte ligação genética à espécie original.
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Segundo o Ministério do Meio Ambiente do Equador, os indivíduos liberados carregam entre 40% e 80% do material genético da Chelonoidis niger, linhagem historicamente associada à ilha.
Antes da soltura, os animais passaram por quarentena e receberam microchips para monitoramento.
Os juvenis foram criados em centros especializados do Parque Nacional de Galápagos a partir de exemplares com maior proximidade genética da população extinta. A expectativa é que, ao longo das gerações, o perfil genético original da espécie seja gradualmente restaurado.
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O arquipélago abriga atualmente 13 espécies vivas de tartarugas-gigantes em outras ilhas. Esses animais podem ultrapassar 250 quilos e viver mais de um século — alguns registros apontam indivíduos com cerca de 175 anos.
A soltura ocorreu durante o período chuvoso, considerado ideal para a adaptação dos animais, já que há maior disponibilidade de alimento e água.
Ainda assim, as tartarugas enfrentarão desafios importantes, especialmente a presença contínua de espécies invasoras.
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Floreana possui uma pequena comunidade humana e abriga diversas espécies nativas, o que torna o manejo ambiental mais complexo. O retorno das tartarugas, porém, é visto como um marco para a recuperação da biodiversidade local.
Moradores da ilha acompanharam o processo com emoção. Para a comunidade, o reaparecimento dos animais simboliza a concretização de um esforço conservacionista iniciado há anos.
Além das tartarugas-gigantes, pesquisadores trabalham na reintrodução de outras espécies endêmicas extintas localmente. A ação integra um programa mais amplo de restauração ecológica em Floreana.
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As Ilhas Galápagos, localizadas a cerca de 1.000 quilômetros da costa do Equador, são Patrimônio Mundial da UNESCO e reconhecidas internacionalmente pela biodiversidade única que inspirou estudos fundamentais sobre a evolução das espécies.