Tarifa de VLT na região será mais cara que a do Metrô paulista

A partir de domingo, quem usar o VLT vai ter que desembolsar mais R$ 0,25

São modais diferentes. Mas enquanto o paulistano vai continuar pagando R$ 3,80 para cortar a capital paulista e percorrer, de forma rápida e sem trânsito, várias distâncias que chegam a mais de 20 km entre estações, como a Jabaquara e a Barra Funda, por exemplo, o santista, a partir de domingo (8), vai passar a pagar R$ 4,05 de tarifa para percorrer a distância entre as estações de Barreiros, em São Vicente, e a Bernardino de Campos (Canal 2), em Santos, pelo Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).      

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Mesmo sem acabar as obras, que ao final atingirão 6,5 Km divididos em 15 estações – sendo a última no Porto de Santos – e com um movimento ainda bem inferior ao previsto (70 mil passageiros por dia), a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos informou que a tarifa do VLT ficará R$ 0,25 mais cara. Até sábado, custa R$ 3,80. Pelo mesmo valor, o Metrô transporta 3,8 milhões de passageiros em dias úteis, em suas várias linhas.     

Vale lembrar que as tarifas dos ônibus intermunicipais também subirão 6,52%, em média, a partir do próximo domingo. A secretaria informa que as novas tarifas atingirão 68 linhas.

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Os valores, que variam de acordo com as extensões das linhas, poderão ser consultados a partir de hoje no site da EMTU (www.emtu.sp.gov.br). O percentual leva em consideração os custos dos insumos do transporte como mão de obra, combustível e veículos, além das cláusulas contratuais com o Consórcio BR Mobilidade.

Ainda ontem, internautas continuaram a se indignar com o aumento e compararam com o Metrô Paulista. “Mais caro que o Metrô em SP, mas com um percurso infinitamente menor”, escreveu um internauta, acompanhado de outro que opinou: “Se tivesse que existir tarifa semelhante, que o VLT custasse o mesmo preço ­praticado no Metrô paulistano, R$ 3,80 (apesar de achar caro), pois embora ambos andem sobre trilhos, o nosso VLT não oferece nada ao ­usuário, que terá estações precárias, sem nenhum conforto e estrutura adequadas Uma pena!”.

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“O VLT é o tronco de um sistema que deveria ter os ônibus (de Santos e de São Vicente) como alimentadores e não como concorrentes. Ainda, a passagem deveria ter validade por duas ou três horas e ser intermodal. E, por premissa, deveria custar o mesmo valor do que se gastaria com os ônibus, entre duas localidades”, escreveu outro internauta.

VLT

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A operação do VLT da Baixada Santista começou em abril de 2015. Ao final, serão 22 composições, sendo que já foram entregues 15. O restante dos veículos chegará em Santos este ano.

O usuário do transporte metropolitano da Baixada Santista conta também com o benefício da Integração metropolitana entre o VLT e 37 linhas intermunicipais.