Suely afirma que ensino de qualidade demanda custo dobrado

Quanto mais tempo na escola, maior o investimento para que o aluno receba uma educação de qualidade com atividades complementares à grade curricular normal

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04 FEV 201322h27

No País, o Ministério da Educação (MEC) custeia as atividades extraclasse de cinco mil escolas, e pretende ampliar o financiamento para mais dez mil, no próximo ano, dentro do Programa ‘Mais Educação’.  

O Ensino Fundamental Integral dobra o tempo de permanência do aluno na escola, e, conseqüentemente, os custos nas redes de ensino, de acordo com a secretária municipal de Educação de Santos, Suely Maia.

“O tempo de permanência na escola é muito importante para a qualidade da educação”, afirmou a secretária municipal de Educação de Santos, Suely Maia, que há cerca de três anos acompanha o regime integral implantado gradativamente em pelo menos cinco unidades de ensino, na Cidade.

“Verificamos este ano, que do primeiro bimestre para o segundo bimestre houve uma melhoria na nota dos alunos de 50%, de uma escola do Caruara”, mencionou Suely, dizendo que os alunos têm aulas de reforço escolar, música, entre outras atividades, que são integradas as aulas ordinárias. A secretária explicou ainda que o conteúdo das atividades extraclasse complementa o conteúdo das matérias lecionadas em sala de aula.

Em Santos, das 22 escolas de Ensino Fundamental, cinco aplicam o tempo integral até o momento, mas o número de unidades deverá ser ampliado. Segundo Suely, para manter o turno dobrado nessas escolas, o Município conta com repasse do Ministério da Educação.

A secretária explicou que cada aluno do curso normal, sem atividades complementares, custa ao MEC R$ 1. Já no ensino fundamental integral, o MEC repassa R$ 1,25 per capta.

Um aluno de meio período tem um custo mensal de R$ 188,59, e anual de R$ 2.263,05, em Santos. Já o aluno inserido no sistema de tempo integral demanda um custo de R$ 235,75 ao mês, e R$ 2.828,81 ao ano.

De acordo com Suely, os recursos para custeio do turno adicional de aulas são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb). Ainda na rede pública de ensino de Santos, alunos contam com o programa municipal ‘Escola Total’ de jornada ampliada, que também oferece atividades extraclasse educativas nas áreas de cultura, artes e esportes. “Ao todo, dez mil crianças têm jornada ampliada no ensino infantil e fundamental”.

Na última segunda-feira, o presidente da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, declarou ao Jornal Folha de S. Paulo, que os custos aumentariam em até 70% nas redes de ensino, considerando ampliação de salas e desenvolvimento de programas pedagógicos. O educador ressaltou que o Ensino Fundamental Integral é muito importante para o País, mas que é preciso considerar a infraestrutura e a verba necessária para ampliar o novo sistema educacional.