Substância que está nos dentes de milhões pode ser uma bomba-relógio para a sua saúde e para o meio ambiente

O amálgama se destaca por sua alta durabilidade, estabilidade e forte resistência à compressão. Por essas características, dentistas e sistemas públicos de saúde adotaram amplamente o material durante décadas

A imagem mostra um procedimento médico

Procedimento ainda é muito comum/Pixabay

O amálgama dentário ocupa um dos lugares mais antigos e relevantes da odontologia restauradora. Ele combina mercúrio com prata, estanho e cobre e os dentistas o utilizam há mais de um século para tratar cáries, principalmente em dentes posteriores, onde a força da mastigação exige materiais mais resistentes.

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É por conta dessas substâncias presentes em seu processo que ele é considerado por especialistas uma verdadeira bomba-relógio, tanto para a sua saúde quanto para o meio ambiente.

Resistência mantém o material em uso

O amálgama se destaca por sua alta durabilidade, estabilidade e forte resistência à compressão. Por essas características, dentistas e sistemas públicos de saúde adotaram amplamente o material durante décadas.

O material suporta bem a pressão da mastigação e mantém sua integridade por longos períodos, o que o torna eficiente em restaurações de dentes submetidos a grande esforço.

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Como o material funciona

Dentistas misturam mercúrio líquido com uma liga em pó formada principalmente por prata, estanho e cobre. Essa reação forma uma massa sólida que restaura a estrutura do dente após a remoção da cárie.

Essa composição garante resistência mecânica, mas também coloca o mercúrio no centro das discussões científicas sobre segurança e impacto ambiental.

Debate sobre saúde e meio ambiente

Pesquisadores e profissionais da saúde discutem os riscos associados ao mercúrio presente no amálgama. Embora estudos indiquem que o material estabilizado no dente apresenta baixo risco direto ao paciente, a manipulação do amálgama pode expor profissionais a vapores de mercúrio.

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Além disso, o descarte inadequado do material libera mercúrio no meio ambiente. Esse processo contribui para a contaminação ambiental e reforça a preocupação de órgãos reguladores com o controle dessa substância.

Redução do uso e alternativas modernas

A odontologia reduz o uso do amálgama nas últimas décadas. Dentistas passaram a priorizar resinas compostas, que oferecem melhor estética e resultados clínicos satisfatórios.

Em alguns países, autoridades regulatórias restringem ou eliminam gradualmente o uso do mercúrio em procedimentos odontológicos, como parte de políticas ambientais mais amplas.

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Material ainda presente na prática clínica

Apesar da substituição crescente, dentistas ainda utilizam o amálgama em situações específicas. Eles o escolhem quando precisam de alta resistência mecânica e baixo custo.

Assim, o material continua presente na odontologia, enquanto o setor equilibra eficiência clínica, preocupações ambientais e avanços tecnológicos.