Submarino britânico se une às buscas pelo voo MH370

O HMS Tireless é um submarino com armas nucleares que foi construído para a Marinha Real como um veículo de ataque para ser usado durante a Guerra Fria

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02 ABR 201415h57

Um submarino militar do Reino Unido chegou ao sul do Oceano Índico equipado para detectar sinais da caixa preta do avião desaparecido da Malaysia Airlines. O uso do HMS Tireless amplia a busca multinacional pelo Boeing 777-200 que até agora dependia de uma combinação de imagens de satélite, informações de radares e varredura a olho da superfície do oceano a partir de janelas de aeronaves.

O submarino foi enviado para a área de busca - que é em boa parte um pedaço não mapeado do Oceano Índico - apesar de nenhum fragmento do avião ter sido encontrado para confirmar que as equipes estão procurando no lugar certo.

O HMS Tireless é um submarino com armas nucleares que foi construído para a Marinha Real como um veículo de ataque para ser usado durante a Guerra Fria. Ele faz parte de uma frota de submarinos da classe chamada Trafalgar, desenhados para caçar e destruir submarinos e navios inimigos. Em 2011 o HMS Tireless apoiou as tropas e os navios britânicos no Oriente Médio.

Nesta quarta-feira, nove aeronaves militares e um número igual de navios fizeram buscas em uma área no mar cerca de 1,5 mil quilômetros a noroeste da cidade australiana de Perth. Autoridades da Austrália afirmam que a área continua sendo a melhor aposta sobre onde encontrar o avião, mas não descartaram a possibilidade de estarem fazendo buscas no lugar errado.

Um submarino militar do Reino Unido chegou para detectar sinais da caixa preta do avião desaparecido da Malaysia Airlines (Foto: Lan Seng Sin/Associated Press)

A polícia da Malásia tenta reduzir as expectativas de uma rápida e conclusiva determinação sobre o que causou o desaparecimento do voo MH370, mas vem pedindo paciência enquanto a investigação está em andamento. Os investigadores acreditam que o avião caiu no sul do Oceano Índico quando ficou sem combustível, a centenas de quilômetros do aeroporto mais próximo, depois de sumir dos radares civis em 8 de março. Todos os 239 passageiros e tripulantes do jato são considerados mortos.