Nokia antigo ainda pode valer alguns euros / Imagem: MiNe/Flickr
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Os celulares da marca Nokia, com destaque para o inesquecível modelo 3310, marcaram gerações pela sua durabilidade. Muitos usuários guardam esses “tijolinhos” até hoje como prova da qualidade de construção da época passada.
Se você encontrou um desses aparelhos em casa, pode estar diante de uma oportunidade de negócio ou de mudança. A tendência de valorização desses eletrônicos antigos cresce entre colecionadores e jovens em busca de foco.
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O jornal holandês Margriet trouxe à tona como esses celulares estão sendo ressignificados ultimamente. Jovens que nunca viveram a era pré-smartphone agora buscam no Nokia uma forma de simplificar a comunicação diária.
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Em seus relatos, a jornalista Manon Sikkel destaca que o Nokia 3310 era a escolha de quem queria praticidade. Ao contrário do Blackberry, focado em e-mails corporativos, o modelo da Nokia permitia separar trabalho de lazer.
“Os proprietários de Nokia, por outro lado, estavam satisfeitos com seu mini-telefone simples e muito confiável”, aponta Manon. Essa confiabilidade mecânica e de bateria é o que falta nos dispositivos modernos e sensíveis.
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As gerações Z e Alpha estão liderando o movimento de volta aos celulares básicos para preservar a saúde mental. O cansaço digital gerado pelas redes sociais faz com que o Nokia 3310 se torne um objeto de desejo atual.
Esses modelos são categorizados agora como “dumbphones”, termo que brinca com a falta de inteligência artificial. A ausência de recursos complexos é vista como uma vantagem para quem deseja retomar a experiência offline.
A ideia de um aparelho que serve apenas para ligar e enviar mensagens SMS parece ganhar espaço novamente. Ter um Nokia “tijolão” no bolso significa estar disponível sem ser bombardeado por algoritmos o tempo todo.
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Muitos se perguntam quanto vale um pedaço da história da tecnologia em termos financeiros reais. Embora a maioria das unidades usadas não valha uma fortuna, existem anúncios que chamam a atenção pelo valor elevado solicitado.
Um exemplo notável ocorreu em dezembro de 2025, com um anúncio no eBay superando 1,7 mil euros. O valor, que chega perto de 11 mil reais, mostra que existe um público disposto a pagar caro por relíquias tecnológicas.
Para alcançar tal patamar, o celular deve estar em estado impecável, preferencialmente dentro da caixa lacrada. O valor histórico de um item nunca aberto é o que atrai investidores e grandes colecionadores do mundo todo.
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A realidade para a maioria das pessoas, contudo, envolve valores menores para aparelhos que já foram usados. Unidades em boas condições estéticas e funcionais giram em torno de 25 a 75 euros nas plataformas de venda.
Ter a caixa original e os manuais de instrução pode elevar o valor de venda para a casa dos 100 euros. Isso representa cerca de 600 reais, o que é um ótimo retorno para um celular que estava guardado sem utilidade.
No Brasil, o cenário de vendas para o Nokia 3310 exige uma análise criteriosa do estado geral do aparelho. Como o mercado de colecionadores é menor por aqui, cada detalhe de conservação conta para fechar um bom negócio.
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Antes de oferecer seu celular, examine a bateria para garantir que não existam danos físicos aparentes. Problemas de bateria, como vazamentos, fazem o preço do seu dispositivo cair drasticamente em qualquer negociação comercial.
O suporte para chips de diferentes operadoras também é um diferencial importante na hora de vender o item. Aparelhos desbloqueados que aceitam qualquer rede são mais buscados do que aqueles presos a sistemas de antigamente.
A tela é outro ponto crítico que merece sua total atenção durante a avaliação prévia do aparelho clássico. Marcas e arranhões no visor de plástico costumam ser fatais para o preço de revenda de um modelo de Nokia antigo.
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Considere se você deseja realmente vender seu “tijolinho” ou se quer experimentar o estilo de vida dos “celulares burros”. Voltar ao básico pode ser a chave para uma rotina mais tranquila e menos dependente de internet.