Cotidiano
Prefeitura destina quase R$ 2 milhões para estudos de novos modais de transporte urbano que podem mudar a mobilidade no Centro e na Zona Norte
Projeto do VLT no Centro de São Paulo, chamado de Bonde São Paulo, prevê duas linhas que somam aproximadamente 12 quilômetros de extensão / Divulgação/PMSP
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A Prefeitura de São Paulo remanejou recursos originalmente previstos para ciclovias e destinou cerca de R$ 1,88 milhão para estudos de dois novos projetos de mobilidade urbana: a implantação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) no Centro da capital e um teleférico urbano na região da Vila Brasilândia, na Zona Norte.
A medida foi publicada no Diário Oficial do município nesta quinta-feira (5). Segundo o documento, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito de São Paulo transferiu R$ 1.128.922,36 para estudos do projeto de VLT e R$ 752.614,92 para o desenvolvimento do sistema de teleférico.
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Os recursos serão usados na elaboração de estudos técnicos, modelagens e projetos preliminares, etapas necessárias antes da eventual execução das obras.
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O projeto do teleférico na Vila Brasilândia foi concebido para atender regiões com relevo acidentado na Zona Norte da cidade, onde o acesso por ônibus ou outros modais tradicionais pode ser mais difícil.
A proposta é facilitar o deslocamento da população em áreas de morro e integrar o sistema de transporte local a outras linhas da rede pública.
Teleféricos urbanos já são utilizados em cidades com geografia semelhante, principalmente para conectar bairros localizados em encostas ou regiões de difícil acesso.
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Já o projeto do VLT no Centro de São Paulo, chamado de Bonde São Paulo, prevê duas linhas que somam aproximadamente 12 quilômetros de extensão.
O sistema deve interligar áreas estratégicas da região central, conectando bairros como Bom Retiro e Brás, além de passar por importantes pontos turísticos e polos comerciais da capital.
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Entre os locais previstos no trajeto estão o Mercado Municipal de São Paulo, a tradicional Rua 25 de Março, o Theatro Municipal de São Paulo e a Sala São Paulo.
O objetivo do projeto é melhorar a mobilidade no Centro Histórico, reduzir congestionamentos e ampliar opções de transporte coletivo na região.
Segundo a prefeitura, os valores remanejados serão utilizados exclusivamente para estudos técnicos e desenvolvimento dos projetos, que incluem análise de viabilidade, traçados e impactos urbanos.
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Ainda não há previsão oficial para início das obras nem para a implementação dos sistemas.
Caso avancem, os projetos podem representar novas alternativas de transporte público em São Paulo, especialmente em áreas com grande circulação de pessoas ou com limitações geográficas para outros modais.