SP inicia estudos para sistema hidroviário só em 2018

Segundo o diretor do Departamento Hidroviário, Casemiro Tércio, resultado de levantamentos deve ser apresentado daqui a 10 meses

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27 AGO 201410h57

A implantação do sistema hidroviário na Região ainda é uma promessa em longo prazo: meados de 2018. E para tirar o projeto do papel, o Departamento Hidroviário (DH) da Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo anunciou ontem, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), que está promovendo estudos com vistas à implantação de um sistema hidroviário de transporte de passageiros na região.

Conforme o diretor do DH, Casemiro Tércio, os estudos definirão quem implantará os equipamentos; como o sistema será implementado; quem o explorará; quem o utilizará e qual a tarifa máxima a ser cobrada dos passageiros. “Colocando o pé no chão, depois do projeto pronto em 10 meses, isso deve passar por consulta pública e vai ter também uma rodada de negociação em função dos resultados. Se tudo for perfeito e o sistema todo se pague com as tarifas, eu imagino que a gente possa fazer uma concessão em 2016. Mas detalhe: uma concessão não significa que em um ano vai ter navegação, é preciso de prazo para construir estas embarcações. Então, para não criar falsas expectativas, eu creio que até o final de 2018 a gente tenha um sistema de navegação na Baixada”, explica. O sistema abrangerá os municípios de Santos, Cubatão, Guarujá, Bertioga e São Vicente, podendo estender-se a Praia Grande. Ele terá conexão com os sistemas de transporte rodoviário e ferroviário das cidades beneficiadas.

Estudos para o sistema hidroviário foram anunciados ontem durante a reunião (Foto: Matheus Tagé/DL)

“Quando fomos provocados pela Agem para estudar este assunto, abordamos o assunto com a Secretaria de Portos (SEP) para entender melhor o que já tinha sido elaborado. Agora, nos sentimos à vontade para estudar tecnicamente o assunto. O objetivo é um projeto de 10 meses, em que nós vamos estudar a demanda”, explica Tércio. Segundo o DH, os estudos serão realizados pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), também do Governo do Estado, e darão prioridade ao transporte de passageiros.

Estes levantamentos levarão em conta a navegabilidade das vias; os parâmetros das embarcações e terminais de embarque/desembarque de cada município; a demanda de passageiros; definição de rotas e a modelagem financeira (fixação de tarifas máximas, terceirização dos serviços etc).

A Baixada Santista, com 1,2 milhão de habitantes e 230 mil veículos em circulação, apresenta, diariamente, 180 mil deslocamentos de pessoas, sendo que 40% das viagens são a trabalho; 30% para estudo e 30% para demais atividades. A região tem, ainda, 200 quilômetros de vias navegáveis. Tais números atestam, segundo os técnicos do IPT, a importância da integração dos cursos de água da região aos sistemas de transporte.