‘Sou 101% contra o lockdown’, diz turista de SP que caminhava sem máscara em PG

Nas nove cidade da Baixada Santista, o lockdown começou no dia 23 de março e vai até 4 de abril, com comércio não essencial fechado e restrição de transporte público

Mesmo sabendo sobre as restrições impostas pelo lockdown em toda a Baixada Santista e apesar dos apelos das autoridades sanitárias para que evitem sair de casa, moradores da capital paulista e do ABC desceram a serra neste final de semana para passar parte do megaferiadão nas praias do litoral. Um dos turistas entrevistados, morador de São Paulo, que caminhava sem máscara, afirmou ser “101% contra esse lockdown”. Nas nove cidade da Baixada Santista, o lockdown começou no dia 23 de março e vai até 4 de abril, com comércio não essencial fechado e restrição de transporte público.

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Caminhando de mãos dadas e sem máscaras de proteção, um casal capital paulista circulava pelo Boqueirão, em Praia Grande. Ao serem abordados pela reportagem, um empresário, de 57 anos, e sua namorada, uma dentista de, 53, taparam narizes e bocas com os itens de segurança.

Com casa na Praia Grande, o empresário afirmou subir e descer a serra nos últimos 90 dias. “A vantagem deste período de quarentena é que, pelo menos, não há tráfego forte na estrada e dá para chegar rápido na praia”, afirmou.

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O empresário disse ser contra o lockdown na cidade, apesar de reconhecer que a medida diminuiu a quantidade de pessoas nas ruas. “Sou 101% contra esse lockdown, da forma que está sendo feito. Restringir os comércios, as praias, não adianta para evitar a disseminação do vírus”, disse.

A dentista acrescentou que, na noite desta sexta-feira (26), o casal foi a um supermercado, segundo ela, havia aglomeração. “O lugar lotou de gente, pois no fim de semana não pode atender ao público. Uma aglomeração foi gerada por causa de uma medida que tenta impedir isso”, disse.

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Usando máscara, um aposentado, de 83 anos, também da capital paulista havia acabado de chegar a Praia Grande, por volta das 8h50. Morador de Interlagos (zona sul de São Paulo), ele resolveu ir para a praia para “respirar o ar litorâneo”. “Eu sabia que tudo ia estar fechado, mas só de respirar o ar do mar, já fico imunizado contra coronavírus”, afirmou, sem nenhum tipo de embasamento científico.

Com residência na cidade, na região do Boqueirão, o aposentado afirmou ter abastecido a despensa com alimentos suficientes até segunda-feira (29), quando retorna para São Paulo.

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Em Praia Grande, os supermercados, açougues e padarias podem funcionar somente no esquema de delivery aos fins de semana.

As prefeituras de São Paulo e das sete cidades do ABC anteciparam feriados com o objetivo de diminuir a circulação de pessoas nas ruas e frear o avanço do novo coronavírus, que já matou mais de 300 mil no país.