Guarujá a SP em 30 minutos: Novo aeroporto promete reduzir viagem em até 80% do tempo

Hoje, utilizando os meios tradicionais, como o Sistema Anchieta-Imigrantes, a jornada dura, em média, 1h30. No entanto, em dias mais movimentados, como feriados, o percurso pode chegar a cerca de 3 horas

Equipamento pode começar a operar apenas em 2027

Equipamento pode começar a operar apenas em 2027 | Divulgação

Poucas obras são tão esperadas no litoral de São Paulo quanto o Aeroporto de Guarujá. Mas essa expectativa tem explicação: a viagem entre a praia e a capital paulista pode ser reduzida para apenas 30 minutos.

A grande aposta é que os voos regionais sejam realizados por aeronaves menores, com capacidade para cerca de 50 passageiros. Dessa forma, será possível cumprir o trajeto em aproximadamente meia hora.

Equipamento pode começar a operar apenas em 2027Equipamento pode começar a operar apenas em 2027/PMG – Divulgação

Hoje, utilizando os meios tradicionais, como o Sistema Anchieta-Imigrantes, a jornada dura, em média, 1h30. No entanto, em dias mais movimentados, como feriados, o percurso pode chegar a cerca de 3 horas.

Vale ressaltar que o equipamento ainda não tem rotas definidas de forma oficial. Um dos destinos já comentados nos bastidores é o Rio de Janeiro, outro importante polo do litoral brasileiro.

Onde vai ficar?

O novo aeroporto fica em Guarujá, no litoral de São Paulo. O equipamento será instalado na Base Aérea de Santos, área pertencente à Força Aérea Brasileira (FAB).

Na prática, ele será implantado na região de Vicente de Carvalho, na área continental da cidade, aproveitando a estrutura já existente da base militar.

O Aeroporto de Guarujá está localizado em uma região estratégica, próxima ao Porto de Santos, a poucos minutos da balsa entre Santos e Guarujá, do futuro túnel entre as cidades e com fácil acesso a outros municípios da Baixada Santista.

Quando começa?

Apesar do avanço das obras do terminal, o início dos voos comerciais deve ficar apenas para o próximo ano.

O principal entrave são etapas técnicas obrigatórias, que ainda precisam ser concluídas antes do aval para a operação do aeroporto no Guarujá.

Até o momento, a gestão municipal abriu uma disputa eletrônica para contratar uma empresa responsável por realizar dois estudos técnicos exigidos para a operação do aeroporto: o Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromos (PBZPA) e o Plano de Zona de Proteção de Auxílios à Navegação Aérea (PZPANA).

Esses documentos são fundamentais para identificar e controlar possíveis obstáculos, como prédios ou torres, além de interferências eletromagnéticas que possam afetar a navegação aérea.