Solenidade lembra os 480 anos da fundação de Cubatão

Evento foi realizado na manhã desta sexta-feira, na Avenida Nove de Abril.

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08 FEV 201313h59

Música, poesia, discursos, emoção e um indisfarçável orgulho alteraram, na manhã desta sexta-feira, a rotina agitada da Avenida Nove de Abril, a principal de Cubatão.Motivo: a solenidade comemorativa dos 480 anos de fundação da Cidade, realizada em frente da Biblioteca Municipal.

A música ficou por conta da Banda Marcial; a poesia esteve a cargo da soprano Juliana Finamore, que leu versos do poeta maior cubatense, Afonso Schmidt, antes de cantar música baseada no texto; os discursos foram feitos por autoridades e historiadores locais e o indisfarçável orgulho era o sentimento geral de quem assistiu ao evento.

O vice-prefeito Donizete Tavares do Nascimento- no exercício do cargo de prefeito, durante licença da prefeita Marcia Rosa- ressaltou que tal orgulho se justifica diante do importante papel representado por Cubatão não só na história da região, mas do País.” Temos que ter orgulho de nossas belezas, de nossas tradições e resgatá-las”, afirmou.

O discurso de abertura da solenidade foi feito por Francisco Torres, chefe da Biblioteca Municipal e Arquivo Histórico. Ele explicou que, ao assinar, em 10 de fevereiro de 1533, a doação das terras locais ao fidalgo Rui Pinto, o donatário da Capitania de São Vicente, Martim Afonso,deu a Cubatão papel importante na história do País, já no início do período colonial.” As sesmarias doadas pelo governo português tinham como um dos principais objetivos a defesa das terras contra invasões estrangeiras.Elas eram dadas a fidalgos que tinham condições de propiciar seu desenvolvimento e defendê-las”, destacou.

A Banda Marcial da Cidade levou sua música á festa (Foto: Allan Nóbrega/ Divulgação)

Falando a seguir, Rubens Alves de Brito, presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Histórico de Cubatão (Condepac), disse que a data de fundação do povoado não tem apenas valor memorialístico,mas, também, afetivo.

Welinton Borges, titular da Secretaria Municipal de Cultura- órgão organizador da solenidade- afirmou que, ao realizar o evento, o poder público cumpre seu dever de resgatar a História.” Este resgate tem, também, seu sentido prático, ou seja, contribuir para a construção de um futuro melhor para as próximas gerações”.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Wagner Moura (PT), parabenizou os organizadores do evento pela escolha do local, em frente da Biblioteca. Lembrou que ali funcionou a primeira prefeitura e a primeira escola da Cidade.” Isso tem um simbolismo muito forte”, disse.Os vereadores Fábio Moura (PT) e Fábio Alves Moreira, o Roxinho (PMDB) também prestigiaram a solenidade.

Música

A Banda Marcial de Cubatão, regida pelo maestro Roberto Farias abriu a solenidade executando os hinos Nacional e de Cubatão.Após os discursos,fez uma apresentação especial, iniciando com a música Caras Sujas, de autoria de Farias, com letra do poema homônimo de Afonso Schmidt. Antes de cantar, a soprano Juliana Finamore declamou os versos.

Encerrando a parte musical, o maestro assistente da Banda Marcial, Paulo Henrique Paiva, regeu uma coletânea de músicas do grupo britânico Bee Gees.

Exposição

Após o evento, foi aberta uma exposição, de fotos e réplicas de documentos, no prédio da Biblioteca,contando parte da história da fundação do povoado. Entre as réplicas de documentos, há um fragmento da carta em que Martim Afonso de Souza doa as terras de Cubatão ao figaldo Rui Pinto, marcando o início oficial do povoado. O documento, em estilo seiscentista, diz: “ Hei por bem de lhe dar as terras do Porto das Almadias onde desembarcam quando vão desta ilha de Sam Vicente, que se chama Apiaçaba, que agora novamente chama-se porto de Santa Cruz, e da banda do sul partira pela barra do Cubatão pelo porto dos Outeiros, que estão na boca da dita barra do Cubatão, entrando os ditos outeiros dentro das ditas terras do dito Ruy Pinto”.

É considerada a primeira citação do nome de Cubatão em documento público oficial.