Cotidiano

Situações de emergência: entenda como chamar ajuda e salvar vidas

Devido a fatores como pânico ou falta de informação, aprender a chamar ajuda em circunstâncias de emergência se tornou fundamental

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 06/01/2026 às 10:55

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Em uma emergência, cada segundo faz a diferença / Gabriel Freitas/PMM

Continua depois da publicidade

Quando uma emergência acontece, um acidente, um mal súbito, um incêndio ou qualquer situação de risco, cada segundo conta. Muitas vezes, porém, o pânico e a falta de informação fazem com que a ligação para o serviço de socorro seja confusa ou incompleta, o que pode atrasar o atendimento.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Saber qual número ligar e como repassar as informações ao atendente é o primeiro passo para garantir que o suporte chegue com rapidez e precisão. Para orientar a população, a Prefeitura de Mongaguá traz informações essenciais sobre os serviços de emergência e o uso correto de cada número.

Continua depois da publicidade

Os principais números de emergência e quando utilizá-los

  • Corpo de Bombeiros (193): acione em situações que envolvam incêndios, salvamentos aquáticos, resgates em altura ou em estruturas, vítimas presas em ferragens, acidentes com produtos perigosos e ocorrências que apresentem risco imediato à vida.
  • Polícia Militar (190): deve ser acionada em ocorrências de segurança pública, como furtos, roubos, violência doméstica, brigas, perturbação do sossego, conflitos em vias públicas e qualquer situação que envolva risco à integridade física ou à ordem pública.
  • SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (192): ligue em caso de emergências médicas, como infarto, AVC, crises convulsivas, dificuldades respiratórias súbitas, traumas graves, quedas com possível fratura e acidentes de trânsito com vítimas.
  • Guarda Civil Municipal (153): atende ocorrências que envolvam segurança pública no âmbito municipal, apoio ao patrimônio público e situações de menor potencial ofensivo. Também presta suporte às demais forças de segurança.
  • Defesa Civil (199): deve ser chamada em casos de desastres naturais, como deslizamentos, enchentes, inundações, quedas de árvores de grande porte, desabamentos e riscos estruturais iminentes.

Atenção: ligações falsas (trotes) prejudicam a população, sobrecarregam as linhas e desviam equipes de atendimentos reais. O uso correto desses números salva vidas.

O que dizer na ligação — A Regra dos 4 Pontos

Manter a calma e responder objetivamente ajuda o atendente a acionar a equipe mais adequada para cada situação. As informações essenciais são:

Continua depois da publicidade

  • Quem está ligando? Diga seu nome e um telefone para retorno, caso a ligação caia.
  • Onde aconteceu? Informe endereço completo, incluindo cidade, rua, número e referência. Em rodovias, cite o nome da estrada e o quilômetro.
  • O que aconteceu? Descreva o tipo de emergência: “acidente de trânsito”, “pessoa desmaiada”, “incêndio em residência”, “afogamento”, entre outros.
  • Quantas vítimas? Informe o número aproximado e o estado visível: consciente, inconsciente, com sangramento, preso nas ferragens, etc.

Esses dados aceleram o despacho da equipe correta e aumentam as chances de um atendimento rápido.

Como agir até a chegada das equipes de emergência

Enquanto o socorro está a caminho, algumas atitudes podem evitar novos acidentes e ajudar no atendimento:

  • Mantenha a linha aberta: o atendente pode orientar procedimentos básicos de primeiros socorros.
  • Sinalize o local, se for seguro fazer isso: em acidentes de trânsito, acione o pisca-alerta e posicione o triângulo de segurança.
  • Não se coloque em risco: em caso de incêndio, deixe o local imediatamente. Não mova vítimas de acidentes, exceto se houver risco iminente (fogo, explosão, queda de estrutura).
  • Oriente a equipe: se possível, peça para alguém ficar na rua indicando o endereço às viaturas.

Três erros comuns que prejudicam o atendimento

  • Informar localização incompleta: dizer apenas “na rua tal” sem número, sentido ou referência pode atrasar o deslocamento das equipes.
  • Interromper a ligação antes da orientação final: o atendente é treinado para extrair todas as informações necessárias. Aguarde até que ele confirme o encerramento.
  • Ligar para o serviço errado: cada número atende um tipo de emergência. Acionar o telefone incorreto pode atrasar o atendimento em ambas as pontas.

Mais Sugestões

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software