Site vai servir para fiscalizar Saúde de Santos

A nova ­ferramenta é resultado de uma parceria com alunos da Fatec Rubens Lara (Faculdade de Tecnologia do Estado de São ­Paulo)

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06 JUL 2018Por Glauco Braga08h30
O 1° secretário Milton Marcelo Hahn e a conselheira Rosilma Roldan estiveram ontem no Diário do LitoralO 1° secretário Milton Marcelo Hahn e a conselheira Rosilma Roldan estiveram ontem no Diário do LitoralFoto: Pedro Henrique Fonseca/DL

Ganhar  visibilidade, se ­aproximar e  informar à população sobre as atividades do Conselho Municipal de Saúde de Santos (CMSS). Isso ficará mais fácil a partir do dia 11 deste mês. O  CMSS coloca no ar seu site.  A nova ­ferramenta é resultado de uma parceria com alunos da Fatec  Rubens Lara (Faculdade de Tecnologia do Estado de São ­Paulo).

O 1° secretário Milton Marcelo Hahn e a conselheira Rosilma Roldan estiveram ontem no Diário do Litoral. Milton ressaltou o papel do CMSS.

“É o único conselho municipal consultivo e deliberativo dentre os que existem em Santos. Atua na liberação de verba ­pública, via SUS, para instituições de saúde da Cidade. O conselho avalia todo o processo e indica à Secretaria de Saúde se a verba deve ou não ser liberada”, disse.  

Em função da importância do conselho, Milton sugeriu a criação do site. Ele procurou a iniciativa privada, mas não obteve sucesso. “Fui à Fatec e os alunos abraçaram minha ideia”.

“O site vai possibilitar uma interação com quem utiliza os serviços públicos de saúde e os conselheiros. Teremos uma Ouvidoria, ou seja, um canal para dicas, sugestões e reclamações. Teremos, a partir daí, números e estatísticas que serão encaminhados à administração para providências”, declarou.

Milton disse ainda que, caso os problemas não sejam resolvidos, eles serão encaminhados ao Ministério Público que tomará as medidas necessárias.

“Não teremos denúncias anônimas. Tudo será checado para teremos segurança nas informações recebidas. Vamos postar vídeos informativos com profissionais da saúde elucidando, por exemplo, alguns boatos que circulam pela internet como a de não tomar a vacina H1N1”, afirmou.

Para o advogado, o site servirá também para confrontar dados oficiais. “Quando o administrador fala que a fila para atendimento com um oftalmologista está zerada e recebemos a denúncia que ele demora de seis a sete meses para marcar uma consulta. Podemos, então, ­contestar”.

SAMU

Sobre o atendimento do Samu, Milton lembrou que, hoje, a situação melhorou muito. De acordo com ele, a Cidade dispõe de 22 viaturas e duas bases (­Encruzilhada e Ponta Praia). “ Em breve, uma nova será inaugurada no Morro da Nova Cintra. Isso ­aumenta muito o atendimento na Cidade”.